Distanciamento das Forças Armadas de Bolsonaro motivou demissão de Azevedo

O presidente, segundo fontes, vinha se incomodando com a postura das Forças em relação a seu governo

Caio Junqueirada CNN

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O distanciamento das Forças Armadas do Palácio do Planalto foi o principal motivo da demissão do ministro da Defesa, Fernando Azevedo, pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O presidente, segundo fontes, vinha se incomodando com a postura das Forças em relação a seu governo e quis aproveitar as recentes mudanças em sua equipe – Eduardo Pazuello e Ernesto Araújo – para mudar também o comando das Forças Armadas. Pelos mesmos motivos, o comandante do Exército, Edson Pujol, também pode cair.

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva
O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva (11.out.2019)
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Azevedo soube da demissão em reunião no início da tarde com Bolsonaro, quando o presidente lhe pediu o cargo. 

Azevedo deixou o encontro incomodado e redigiu a nota onde deixa claro sua posição em relação a alinhamentos entre governo e forças. “Nesse período, preservei as Forças Armadas como instituições de Estado.”

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