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    Entidades do agronegócio e associações da indústria médica aderem a manifesto pró-democracia da Fiesp

    Ao todo, mais de 100 instituições assinam o documento, que faz defesa enfática do papel do Supremo Tribunal Federal (STF) e critica “slogans e divisionismos que ameaçam a paz e o desenvolvimento” do país

    Thais Arbex

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    Entidades do agronegócio e associações da indústria médica aderiram ao manifesto em defesa da democracia articulado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

    Ao todo, mais de 100 entidades subscrevem o documento. A CNN teve acesso ao anúncio de página inteira que será publicado nos jornais Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e Valor Econômico, na sexta-feira (5).

    Entidades como a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), PróGenéricos (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos) e Todos Pela Educação se juntaram àquelas que já haviam declarado adesão, como a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

    Como antecipou a CNN na semana passada, o manifesto pela democracia faz uma defesa enfática do papel do Supremo Tribunal Federal (STF) e, sem citar o presidente Jair Bolsonaro, critica “slogans e divisionismos que ameaçam a paz e o desenvolvimento” do país.

    “Queremos um país próspero, justo e solidário, guiado pelos princípios republicanos expressos na Constituição, à qual todos nos curvamos, confiantes na vontade superior da democracia. Ela se fortalece com união, reformando o que exige reparos, não destruindo; somando as esperanças por um Brasil altivo e pacífico, não subtraindo-as com slogans e divisionismos que ameaçam a paz e o desenvolvimento almejados”, diz o documento intitulado “Em Defesa da Democracia e da Justiça” e obtido com exclusividade pela CNN.

    A carta afirma que a “estabilidade democrática” e o “respeito ao Estado de Direito” são “condições indispensáveis para o Brasil superar os seus principais desafios”. Segundo o texto, “esse é o desafio maior do Sete de Setembro neste ano”.

    A referência à data em que será celebrado o bicentenário da Independência do Brasil acontece no momento em que Bolsonaro convoca seus apoiadores a irem às ruas pela última vez. No ano passado, o Sete de Setembro foi marcado por uma série de declarações do presidente com ataques e ameaças ao Supremo.

    Documento em defesa da democracia / Divulgação

    A carta da Fiesp, articulada pelo presidente da entidade, Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva, José Alencar, morto em 2011, destaca “o papel do Judiciário brasileiro”, classificando-o “como Poder pacificador de desacordos e instância de proteção dos direitos fundamentais”.

    O documento registra, especialmente, a atuação do STF, “guardião último da Constituição”, e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “que tem conduzido com plena segurança, eficiência e integridade nossas eleições respeitadas internacionalmente”.

    O manifesto faz ainda uma homenagem aos integrantes do Judiciário, ressaltando a “nobre função” que exercem no país, “neste momento em que o destino nos cobra equilíbrio, tolerância, civilidade e visão do futuro”.

    A carta termina dizendo que todos os seus signatários “reiteram seu compromisso inabalável com as instituições e as regras basilares do Estado Democrático de Direito, constitutivas da própria soberania do povo brasileiro que, na data simbólica da fundação dos cursos jurídicos no Brasil, estamos a celebrar”.

    O anúncio que será publicado nos jornais diz que o manifesto empresarial será lido no dia 11 de agosto, mesma data em que a Faculdade de Direito da USP realizará um evento em defesa da democracia.

    Na ocasião, um outro documento, organizado por juristas e intitulado “Carta aos Brasileiros”, que reúne assinaturas individuais, também será lido em ato público.

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