Fernando Molica: Desmoronamento em obra do Metrô é desafio político para João Doria

No quadro Liberdade de Opinião desta quarta-feira (2), Fernando Molica analisa o impacto do incidente na obra da Linha 6 do Metrô na campanha presidenciável do tucano

Gabriel Fernedada CNN

Em São Paulo

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No quadro Liberdade de Opinião desta quarta-feira (2), o comentarista Fernando Molica analisou o impacto do desmoronamento na Marginal Tietê na campanha presidencial de João Doria (PSDB-SP).

Um incidente na obra da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo fez com que um pedaço da principal via de tráfego rápido da capital paulista desmoronasse na manhã de terça-feira (1º).

Em análise no CNN 360º, a âncora Daniela Lima afirmou que a resposta rápida do governador de São Paulo será vital para a imagem de Doria, pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB. Adversários e até aliados do tucano reconheceram o desgaste que o episódio proporcionou. Segundo Daniela Lima, alguns adversários já utilizaram esse caso para atacar a pré-candidatura de Doria.

Para Molica, a queda de parte da Marginal Tietê é um desafio político de João Doria para as próximas eleições e não será fácil para o atual governador de São Paulo se descolar deste incidente.

Qualquer governo procura ‘faturar’ com suas obras. Quando  errado não tem jeito, respinga. É um desafio político para Doria tentar separar uma coisa da outra e tentar escapar disso. Não vai ser fácil, a oposição vai fazer o que a oposição faz.

Fernando Molica ponderou também que é preciso analisar a parcela de responsabilidade do governo estadual, tanto na parte técnica quanto na administrativa.

“Tem que ver se o governo fez tudo certo, se o governo fez orçamento correto, se o plano de obras estava correto. Não cabe a Doria definir os critérios técnicos para a realização da obra, ele não é engenheiro”, disse.

“Mas é responsabilidade dele, ele é governador do estado, e a oposição vai usar isso, como ele Doria usaria se tivesse ocorrido com uma obra administrada por um adversário.”

Reabertura do Judiciário

Na reabertura das atividades do Poder Judiciário em 2022, na segunda-feira (1º), o ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) disse que a Corte espera uma eleição com estabilidade e tolerância, afirmando não haver mais espaço para ações contra a democracia.

Mais tarde, foi a vez do ministro Luís Roberto Barroso, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se pronunciar e relembrar dados do Tribunal vazados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Barroso afirmou que a ação auxilia milícias digitais e hackers. A CNN procurou a Secretaria Especial de Comunicação Social do governo federal para se manifestar em relação à fala do ministro, mas ainda não obteve resposta.

Federação com o Cidadania

Após reunião de mais de quatro horas, a executiva do Cidadania se dividiu e não chegou a um consenso sobre nenhuma das hipóteses de federação discutidas internamente.

O partido possui propostas para a formação desse tipo de aliança – inédita no sistema partidário nacional e com duração obrigatória de quatro anos – vindas do PSDB, que tem a pré-candidatura de João Doria à presidência, e do Podemos, que lançou Sergio Moro ao Planalto.

A cúpula do Cidadania, por sua vez, tem o senador Alessandro Vieira como pré-candidato, e também acrescentou o PDT, de Ciro Gomes, como possível aliado. Como nenhuma das opções formou maioria na executiva, o diretório nacional da sigla vai votar sobre cada uma das alternativas no próximo dia 15.

Regulamentação da mídia

Em entrevista à Rádio Tupi, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a regulamentação da mídia e criticou a atuação de Bolsonaro nas redes sociais.

“Acho que nós precisamos fazer uma regulamentação da mídia, atualizá-la aos tempos atuais. Não é o presidente da República que faz isso, é o Congresso Nacional e a sociedade brasileira… a internet é uma coisa extraordinária para a sociedade e para a humanidade, mas ela não pode ser um antro de mentiras como temos visto pela mão do próprio presidente da República”, afirmou o petista.

O Liberdade de Opinião teve a participação de Fernando Molica e Boris Casoy. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

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