Fernando Molica: Problema da terceira via é permanecer “empacada” nas pesquisas

No Liberdade de Opinião desta sexta-feira (28), Fernando Molica comentou os resultados da pesquisa eleitoral Ipespe divulgada no dia anterior

Luana Franzãoda CNN*

Em São Paulo

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No Liberdade de Opinião desta sexta-feira (28), Fernando Molica comentou os resultados da pesquisa eleitoral Ipespe divulgada no dia anterior, que mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na dianteira, seguido por Jair Bolsonaro (PL), e, então, por candidatos da chamada terceira via.

Neste cenário, Lula obteria 44% dos votos, Bolsonaro 24%, Sérgio Moro (Podemos) e Ciro Gomes (PDT) 8% e João Doria (PSDB) 2%.

O comentarista destacou que a estagnação de Doria nas pesquisas causa tensão dentro do PSDB, com alguns senadores – entre eles Tasso Jereissati e José Aníbal – se reunindo com o ex-presidente Michel Temer (MDB) para discutir um possível crescimento da candidatura de Simone Tebet, pré-indicada pelo MDB.

“O problema do João Doria não é exatamente o PSDB, é que ele está empacado nas pesquisas (…) Se ele tivesse com 10%, 12% ou 15%, essas divergências seriam prontamente sanadas”, afirmou Molica, acrescentando que a atuação do governador de São Paulo na vacinação contra a Covid-19 foi essencial, “mas ainda não se refletiu nas pesquisas”.

As pré-candidaturas de Moro e Ciro chamaram a atenção pelos resultados próximos no levantamento. Molica analisou que a entrada oficial de Moro na disputa, por enquanto, não se mostrou nas pesquisas.

A situação do atual presidente, Jair Bolsonaro, também é complicada, na avaliação do comentarista. Na pesquisa em que os nomes dos candidatos não são listados, e o entrevistado deve dizer espontaneamente em quem votaria, Bolsonaro apresentou 23% das intenções – percentual que cresce em apenas um ponto quando citados os adversários.

Molica analisa que este resultado demonstra que os eleitores de Bolsonaro podem estar limitados à base fiel do presidente, com menor projeção no restante do eleitorado. Ele destacou, de toda forma, que “mais de 20% das intenções representa muitos votos”.

“Então, isso em teses garantiria o segundo turno [para Bolsonaro]. Ele não decola, mas também não sai da pista”, comentou, avaliando que este cenário complica a situação dos candidatos da terceira via.

Reajuste para professores

O presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou o novo valor do piso salarial profissional nacional para profissionais do magistério público da educação básica. Com o reajuste de 33,24%, o valor passa para R$ 3.845,63. A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) reagiu e ressaltou através de uma nota a apreensão com a alteração, afirmando ser preciso governar combinando sensibilidade social e responsabilidade fiscal.

Depoimento de Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou um pedido de Bolsonaro para não prestar depoimento à Polícia Federal no inquérito que apura o vazamento de documentos sigilosos de uma suposta invasão a sistemas e bancos de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Moraes ainda determinou que a PF colha o depoimento nesta sexta-feira (28) e, após o interrogatório, conclua a investigação.

Federações partidárias

O Partido dos Trabalhadores (PT) deu entrada a um pedido no STF para a ampliação do prazo para que os partidos se organizem em federações, passando de 1º de março para 5 de agosto. A ação possibilita que as legendas atuem de maneira unificada por um período mínimo de quatro anos. O julgamento deve ocorrer no plenário do Supremo no dia 3 de fevereiro.

O Liberdade de Opinião teve a participação de Boris Casoy e Fernando Molica. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

*Sob supervisão de Murillo Ferrari

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