Fim da escala 6x1 vai impulsionar setor de turismo, diz ministro da pasta

Gustavo Feliciano avalia que os trabalhadores vão usufruir mais de atividades turísticas com dois dias de descanso semanal; setor é contra proposta

Pedro Moreira, Vitória Queiroz, da CNN Brasil, Brasília
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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, espera um crescimento no setor com o fim da escala 6x1. A redução da jornada é vista com resistência por entidades do segmento.

“O turismo, que é a minha área, tem muito a crescer porque a gente pode ser um dos setores beneficiados com essa medida, tendo em vista que o trabalhador e a trabalhadora vão ter um dia a mais de descanso e lazer e, quem sabe assim, poder aproveitar o turismo e praticar mais turismo no nosso país”, disse Gustavo após participar da Corrida da Câmara neste domingo (17).

A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), Sindepat (Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas), o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil e a Associação Brasileira de Parques e Atrações são contra a mudança.

A avaliação do setor privado é de que o fim da escala 6x1 pode trazer impactos significativos para a cadeia do turismo, que abrange hotelaria, restaurantes, resorts, parques temáticos e diversos outros segmentos, com risco de perda de empregos, aumento de custos operacionais e redução da competitividade.

Para Gustavo Feliciano, os reais impactos da redução da proposta serão mensurados somente após a aprovação do texto. O ministro destacou que espera chegar a um “entendimento” com os empresários acerca da redução da jornada.

“Só quando a gente tiver realmente o projeto inteiro, a gente vai ter o tamanho do impacto. A gente vai ver o que pode ser feito e assim buscar soluções para que esse impacto seja menor para nosso setor”, disse.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defende que o texto seja aprovado pela Casa até o final de maio. O presidente fechou um acordo com o governo para que a proposta assegure descanso remunerado de dois dias por semana e reduza a jornada semanal das atuais 44 para 40 horas, sem redução de salário.