Futura/Apex: para 46,1%, segurança pública no governo Lula piorou

Pesquisa mostra ainda que 30,8% acha que permanece igual, enquanto 18,2% veem melhora; margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Gabriela Piva, da CNN Brasil, São Paulo
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A segurança pública no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) piorou para 46,1% dos brasileiros, segundo apontou pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (11).

De acordo com o levantamento, 30,8% acham que o setor da segurança permaneceu igual, enquanto para 18,2% melhorou no atual mandato de Lula. Do total de entrevistados, 4,9% não souberam ou não responderam.

Ao todo, 2.000 pessoas foram ouvidas em 898 cidades, entre os dias 4 e 8 de novembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

A questão da segurança pública vem sendo tratada há meses pelo governo Lula, principalmente com a discussão em torno da PEC da Segurança. No último dia 22, o Ministério da Justiça chegou a lançar dois programas ligados ao tema.

Um deles é o PL (projeto de lei) Antifacção, que muda a legislação penal ao oferecer novas modalidades de crime e aumentar penas para alguns delitos. Sob a relatoria do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), a expectativa é que o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado — que tem como base o PL Antifacção — seja votado ainda nesta terça-feira (11) pela Câmara dos Deputados.

O Ministério da Justiça também lançou o programa "Município Mais Seguro", que destina R$ 170 milhões para 215 guardas municipais. A verba será dividida em armamentos não letais, novas contratações e capacitações para os GMCs.

Dias depois, em 28 de outubro, o debate sobre a segurança pública tomou conta dos noticiários, com os complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, sendo alvos da Operação Contenção, que deixou 121 mortos, sendo quatro policiais. A megaoperação se tornou a mais letal da história do estado.

Feita em conjunto com as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, a ação mobilizou cerca de 2.500 agentes das forças estaduais de segurança e foi resultado de mais de um ano de investigação conduzida pela DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes).

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SESP) e o Governo do Estado, o objetivo principal era combater a expansão territorial do CV (Comando Vermelho).