Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Ibaneis não foi conivente com atos golpistas do dia 8, diz advogado de defesa

    A Polícia Federal realiza, nesta sexta-feira (20), operação de busca e apreensão em três endereços ligados ao governador afastado Ibaneis Rocha (MDB)

    Ibaneis Rocha, pré-candidato do MDB ao governo do Distrito Federal
    Ibaneis Rocha, pré-candidato do MDB ao governo do Distrito Federal Reprodução

    Fernanda PinottiLayane Serranoda CNN

    em São Paulo

    Em entrevista à CNN, Alberto Toron, advogado do governador afastado do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que o político não foi conivente com os atos criminosos cometidos durante o ataque aos Três Poderes no dia 8 de janeiro.

    Toron disse que a notícia da operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) nos endereços de Ibaneis Rocha, nesta sexta-feira (20), foi recebida com “absoluta surpresa”, mas que o governador afastado não tem nada a temer.

    “Nós não acreditamos que nesses ambientes haja qualquer coisa que possa comprometê-lo”, disse Toron, ressaltando que o próprio Ibaneis pediu para prestar depoimento à PF há mais de uma semana e “externou sua repulsa contra os atos golpistas”.

    O advogado também lembrou que o governador afastado foi um dos primeiros a reconhecer a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições e colaborar com a equipe de transição de governo.

    “Estamos muito confiantes que as provas existentes o beneficiam, para demonstrar a falta de conivência com os atos golpistas do dia 8”, falou. “A busca e apreensão da PF só favorecerá o governador.”

    O advogado explicou que ainda não teve acesso ao auto de arrecadação, documento produzido pela PF para informar o que foi arrecadado nos endereços.

    Ele espera que as investigações esclareçam que o governador afastado não dispunha de informações que davam a entender que existia risco de vandalismo e que, após tomar conhecimento dos atos, ele tomou as providências que estavam ao seu alcance.

    Toron acredita que que, com o fim da intervenção federal no DF, se torne possível pedir a volta do governador ao cargo para o qual foi eleito.