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    Indefinição sobre Turismo amplia crise do governo com União Brasil

    Políticos apontam para o descontrole da bancada diante da demora do governo em confirmar a mudança na pasta

    Fachada do Ministério de Minas e Energia e do Ministério do Turismo, na Esplanada, em Brasília
    Fachada do Ministério de Minas e Energia e do Ministério do Turismo, na Esplanada, em Brasília Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Basília Rodrigues

    Deputados do União Brasil fizeram críticas ao governo depois do Palácio do Planalto concluir a reunião ministerial, na quinta-feira (15), sem confirmar troca no Ministério do Turismo, que hoje é comandando por Daniela Carneiro.

    A mudança serviria para a bancada na Câmara, formada por 59 parlamentares, entregar mais votos para o governo. Mas agora, a demora tem provocado ameaças de que o Planalto corre risco de perder os votos que possui.

    “Isso é muito desgastante, tanto para a ministra, quanto para o Celso Sabino. É desgastante para bancada porque gera insatisfação. Estamos de mãos agarradas com o Sabino. Já tem uma semana que o governo sinalizou a troca de ministro. Isso está machucando todo mundo”, afirmou à CNN o deputado federal Geraldo Mendes (União Brasil-PR).

    A postura do governo tem gerado desconfiança entre parlamentares governistas e dado munição à ala oposicionista da bancada.

    “A postergação pode ser vista como um gesto de falta de compromisso com a bancada. Pois fica aquela insegurança, se vai acontecer mesmo. Muitos colegas da bancada são de oposição ao governo e não tem interesse em espaço. Mas alguns que fizeram as suas demandas se queixam da falta de atendimento”, ressaltou o deputado federal Fausto Júnior (União Brasil-AM).

    Na terça-feira (13), a bancada realizou um jantar em Brasília, do qual participaram emissários do governo, como o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

    “De fato, o ministro Padilha esteve no jantar, o líder do governo José Guimarães, o líder do PT, Zeca Dirceu. Todos eles. Ficou explícito que Celso seria escolhido ministro pelo fato até mesmo de uma brincadeira de Padilha de que o Celso vivia uma TPM, Tensão Pré-Ministerial. A Daniela não representa a bancada e a fala do prefeito Waguinho fez potencializar a insatisfação. Nós estamos fechados em copas e unidos em torno do nome de Celso”, destacou à CNN o deputado federal Fábio Schiochet (União Brasil-SC).