Inquérito policial ditará local de prisão de Bolsonaro
PGR pede que STF aguarde conclusão de investigação sobre arma apreendida antes de alterar regime de prisão de Bolsonaro; Teo Cury detalha
O inquérito policial conduzido pela Polícia Civil do Distrito Federal será determinante para o futuro do regime de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo apuração do analista de Política Teo Cury, ao CNN Novo Dia desta sexta-feira (26).
A conclusão da investigação é necessária para que a PGR (Procuradoria-Geral da República) possa se manifestar sobre a existência ou não de falta grave relacionada à apreensão de uma arma durante uma blitz no Distrito Federal.
O prazo da prisão domiciliar de Bolsonaro já se encerrou, mas o caso permanece em aberto em razão do episódio envolvendo a descoberta da arma com um de seus seguranças durante uma operação policial. A situação gerou um novo desdobramento jurídico que agora aguarda a conclusão do inquérito para avançar.
Depoimento e manifestação da PGR
No início da semana, Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo informações, ele falou por cerca de cinco minutos e repetiu, em linhas gerais, o que a defesa já havia explicado por meio de nota apresentada ao ministro do STF Alexandre de Moraes na semana anterior.
Na sequência, Moraes abriu prazo para que a Procuradoria-Geral da República se manifestasse sobre o caso.
O procurador-geral, Paulo Gonet, se manifestou nesta quinta-feira (25) e declarou que, naquele momento, não era possível avaliar se a apreensão da arma configurava ou não uma falta grave. Para ele, seria necessário aguardar a conclusão do inquérito policial pela Polícia Civil do Distrito Federal para ter uma visão completa do episódio.
Pressão sobre a Polícia Civil
De acordo com informações apuradas, a Procuradoria-Geral da República foi surpreendida com a descoberta da pistola, que não estava no radar dos investigadores nem do próprio Supremo Tribunal Federal. Com isso, aumenta a pressão sobre a Polícia Civil para que conclua o inquérito o quanto antes.
Somente após a conclusão das investigações, o procurador-geral poderá se manifestar formalmente, e o ministro Alexandre de Moraes tomará a decisão sobre a possibilidade de prorrogação ou alteração do regime de prisão domiciliar. A avaliação central gira em torno da possível caracterização de falta grave diante da apreensão da arma.


