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    Lira adia análise de urgência do aborto e prioriza projeto para punir deputados por quebra de decoro

    Oposição pressiona presidente da Câmara para agilizar tramitação do PL que equipara o aborto ao crime de homicídio, mas discussão deve ficar para quarta-feira (12)

    Apesar da pressão da oposição, Lira sinalizou aos líderes partidários que não irá mais dar encaminhamento ao pedido nesta terça
    Apesar da pressão da oposição, Lira sinalizou aos líderes partidários que não irá mais dar encaminhamento ao pedido nesta terça 04/06/2024 - Mário Agra/Câmara dos Deputados

    Carol RositoRebeca BorgesLuciana AmaralDaniel Trevorda CNN

    Brasília

    O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não deve pautar na sessão plenária desta terça-feira (11) o requerimento de urgência do projeto de lei que equipara o aborto realizado após a 22ª semana de gestação ao crime de homicídio.

    A bancada evangélica na Câmara articula a aprovação do requerimento que permite que o assunto seja enviado direto para votação no plenário da Casa sem a necessidade de análise em comissões temáticas.

    Apesar da pressão da oposição, Lira sinalizou aos líderes partidários que não irá mais dar encaminhamento ao pedido nesta terça.

    A urgência, segundo líderes ouvidos pela CNN, deverá ser discutida a partir de quarta-feira (12). A decisão deve ser anunciada após uma nova reunião de líderes amanhã.

    Nesta terça, o plenário da Câmara deverá discutir o projeto para punir deputados federais que infringirem o Código de Ética. A medida foi apresentada por Lira após diversas confusões na semana passada em comissões da Casa envolvendo oposição e governistas.

    O projeto de lei do Mover, o programa de descarbonização da indústria automotiva, que incluiu a taxação de compras internacionais, também deve ser analisado hoje.

    O acordo para a entrada do assunto na pauta desta semana foi costurado na última reunião de líderes partidários com presidente da Câmara. No encontro, parlamentares cobraram promessa firmada por Lira para que o assunto fosse priorizado neste ano.

    A proposta propõe aumentar de dez para 20 anos a pena máxima para quem realizar aborto acima de 22 semanas de gestação — equiparando o crime ao homicídio simples.