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    Lula cita veto e diz que “não haverá desoneração para favorecer os mais ricos”

    Presidente discursou em ato de centrais sindicais no Dia do Trabalhador; tema foi parar no STF

    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ato de centrais sindicais em celebração pelo Dia do Trabalhador, em 1º de maio de 2024
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ato de centrais sindicais em celebração pelo Dia do Trabalhador, em 1º de maio de 2024 Ricardo Stuckert/PR

    Henrique Sales BarrosStêvão Limanada CNN

    São Paulo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quarta-feira (1º), que a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e municípios não pode “favorecer os mais ricos”.

    “A gente faz desoneração quando o povo pobre ganha, quando o povo trabalhador ganha”, disse que Lula em ato organizado por centrais sindicais na zona leste de São Paulo, em celebração pelo Dia dos Trabalhadores.

    Fazer desoneração sem que eles (mais ricos) sequer se comprometam a gerar um emprego e dar garantias para quem está trabalhando, eu quero dizer: no nosso país, não haverá desoneração para favorecer os mais ricos, e sim para favorecer aqueles que trabalham e vivem de salário.

    Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

     

    Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender trechos da prorrogação da desoneração.

    No plenário virtual da Corte, o placar está em 5 votos a 0 para manter a decisão do magistrado – com mais um, é formada maioria; o ministro Luiz Fux pediu vista (mais tempo para análise) no julgamento, interrompendo-o.

    De um lado, setores econômicos, municípios e o Congresso querem a prorrogação do benefício até 2027, enquanto o Ministério da Fazenda tenta reduzir a sua abrangência, temendo impactos orçamentários.

    O presidente Lula chegou a, no ano passado, vetar o projeto que prorrogaria os benefícios para setores econômicos e municípios, mas ele acabou sendo derrubado posteriormente pelo Congresso. No discurso realizado nesta quarta em São Paulo, o presidente citou o veto que havia dado.

    Entre as centrais sindicais, há casos como o da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que fica ao lado do governo na questão da desoneração, enquanto a Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) são pró-manutenção da desoneração.