Lula mira classe média e turbina programa habitacional
Segundo apuração da analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, Lula turbina Minha Casa Minha Vida e aumenta limite de crédito para reformas, numa estratégia para recuperar popularidade
O governo federal anunciou nesta semana uma série de medidas para turbinar programas habitacionais, com foco especial na classe média. A estratégia, segundo apuração da analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, faz parte de um movimento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para atrair eleitores de renda mais elevada, grupo o qual o presidente enfrenta dificuldades de aprovação.
Durante anúncio no Palácio do Planalto, foi divulgada a liberação de R$ 20 bilhões adicionais para habitação, expandindo programas de financiamento e reforma de imóveis. Entre as mudanças, destaca-se o aumento do teto de crédito para reformas, que passou de R$ 30 mil para R$ 50 mil, beneficiando pessoas com maior poder aquisitivo.
O governo também elevou os limites de renda do Minha Casa Minha Vida. A faixa mais alta do programa passou de R$ 8.600 para R$ 9.600, ampliando o acesso para famílias de classe média. Estas medidas seguem outras iniciativas recentes que buscam alcançar este segmento populacional.
As ações ocorrem em um momento estratégico, após pesquisas indicarem queda na popularidade de Lula. Segundo fontes da CNN, o presidente não tem compreendido as razões para tantas dificuldades de avançar em certos segmentos do eleitorado, especialmente na classe média. A ampliação dos programas habitacionais surge como uma tentativa de reação a este cenário, buscando melhorar a percepção do governo entre diferentes estratos sociais.
Estratégia eleitoral
O movimento para atrair a classe média não é isolado. Desde o final do ano passado, o governo tem implementado pequenas ações nos programas habitacionais visando este público. A ampliação dos valores e faixas de renda dos programas habitacionais representa uma tentativa de conquistar um eleitorado que historicamente apresenta resistência ao PT, especialmente nas últimas eleições.


