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    Mourão e Gilvan da Federal discutem em sessão do Congresso Nacional

    Questionado por jornalistas, deputado disse que "não se arrepende de nada e faria de novo"

    Marcos Amorozoda CNN

    Brasília

    O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e o deputado Gilvan da Federal (PL-ES) discutiram, nesta terça-feira (19), durante a sessão do Congresso Nacional que analisava a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Os parlamentares foram separados por assessores quando os ânimos se exaltaram e quase entraram em vias de fato.

    A confusão começou depois que Mourão e Gilvan se encontraram no plenário da Câmara dos Deputados e começaram a conversar sobre a aprovação do nome do ministro da Justiça, Flávio Dino, para o Supremo Tribunal Federal.

    Na semana passada, Gilvan publicou em suas redes sociais um vídeo onde critica a posição de Mourão durante a sabatina de Dino. Nas imagens, o deputado afirma que o ex-vice-presidente beijou o ministro da Justiça e que isso não condizia com a postura de um bolsonarista.

    “Não podemos aceitar que em momentos como a sabatina do comunista Flávio Dino ontem, tenhamos Senadores que se elegeram na Direita e na hora de votar se ajoelham para esquerda. Precisamos de Senadores corajosos. Precisamos de enfrentamento firme aos comunistas”, afirmou Gilvan.

    Durante a discussão nesta terça (19), Mourão afirmou que eles deveriam ter conversado antes de Gilvan publicar o vídeo. “Você não me conhece, você poderia ter vindo falar comigo”, disse.

    Gilvan respondeu: “você foi vice-presidente do Bolsonaro”. O deputado questionou ainda se o senador acha que ele tem medo por Mourão ser general do Exército. Mourão rebateu: “não tem medo. Aqui é braço”.

    Depois da discussão, a CNN procurou a assessoria de Hamilton Mourão, que ainda não se posicionou sobre o assunto.

    Já o deputado Gilvan da Federal afirmou a jornalistas que, “se não tivessem separado a confusão, não sabia o que teria acontecido”, e que a postura de Mourão durante a sabatina “não foi honrada”. Por fim, o deputado disse que “não se arrepende de nada e faria de novo”.