Na prisão, Silveira tem cela individual, 4 refeições por dia e banho de sol

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) ficará preso em uma unidade da PM em Niterói
O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) ficará preso em uma unidade da PM em Niterói Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Luiza Muttoni e Pedro Duran, da CNN, no Rio de Janeiro

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O primeiro dia de Daniel Silveira (PSL-RJ) na Unidade Prisional da Polícia Militar em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, fugiu à rotina da penitenciária. Com manifestações na porta e visita dos advogados para sessão por videoconferência na Câmara, Silveira ainda não se enquadrou na rotina dos outros presos, o que deve acontecer a partir deste sábado (20).

Cela individual

Acomodado na ala dos oficiais, Silveira tem direito à cela individual, como prevê o Código Penal. Por ser deputado federal, ele tem prerrogativa de prisão especial e não pode ser transportado ou acomodado com outros presidiários. Algumas celas próximas à de Daniel tem lugar para duas pessoas.

Como a Unidade Prisional de Niterói é uma prisão militar, as alas são divididas por patentes. Silveira está acomodado na mesma ala em que foram colocados ao mesmo tempo os ex-governadores Luiz Fernando Pezão e Moreira Franco – preso na Operação Descontaminação, em 2019. 

Franco, ex-ministro de Michel Temer, era alvo de ação da Polícia Federal nas investigações sobre possíveis desvios na construção da usina nuclear de Angra 3.

Unidade da Polícia Militar onde Daniel Silveira ficará preso, em Niterói
Unidade da Polícia Militar onde Daniel Silveira ficará preso, em Niterói
Foto: Pedro Duran/CNN

Quatro refeições por dia

Café da manhã, almoço, jantar e ceia. Essa será a rotina alimentar de Daniel Silveira. Parte das refeições vem da Secretaria de Administração Penitenciária, e é transportada refrigerada até o local. Outra parte vem do próprio presídio, que tem cozinha própria. 

Banho de sol

Como os demais presos, Silveira poderá ter acesso ao pátio do presídio. Esse é o principal momento de convívio dos detentos. Por conta da pandemia do novo coronavírus, atividades que eram realizadas em grupo foram suspensas, pra evitar aglomerações. O vírus mudou ainda a dinâmica de visitação no presídio, deixando as regras mais restritas.

Fontes da Polícia Militar do Rio de Janeiro ainda disseram à CNN que ele pode ter acesso a livros e biblioteca, no momento reservado pra leitura e estudo, mas apenas quando isso estiver previsto na rotina dos demais presos.

Tenente coronel da Polícia Militar, Edmar Santos também passou pela Unidade Prisional. Ele foi secretário da Saúde de Wilson Witzel e acabou no centro de um escândalo de corrupção, que culminou no afastamento do governador. Santos ficou quase um mês no local.

Por mais que Silveira tenha sido policial militar por pouco mais de cinco anos, ele não chegou a se aposentar pela carreira e é visto internamente no presídio como “político”.

A unidade dispõe de serviços de atendimento individual variados, como dentista, psicólogo, assistência social e médica e atendimento religioso. Os aparelhos de telefone celular, como de regra, são vetados para os presos.

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