Não dá para ter certeza de quem leva eleição, diz cientista político
Para Antonio Lavareda, resultado da votação para presidente deve ser apertado

A 12 dias da votação do segundo turno das eleições de 2022, não é possível cravar quem será o vencedor. É o que aponta o cientista político e presidente do conselho científico do Ipespe, Antonio Lavareda.
“Hoje, não dá pra dizer, com certeza, qual será o resultado da eleição; ela entra no campo do imprevisível”, colocou Lavareda, em entrevista a Daniela Lima, âncora do CNN 360.
Concorrem à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Eles tiveram, respectivamente, 48,43% e 43,20% dos votos válidos no primeiro turno.
Para o cientista político, a disputa deste ano no segundo turno deve ser parecida com as de 1989 e 2014, que tiveram votações acirradas.
“Esse segundo turno vai ser parecido com 1989 e com 2014. Em 2014, a diferença foi de 3,4 pontos percentuais de Dilma [Rousseff] para Aécio [Neves]. Em 1989 [entre Lula e Collor], de cerca de cinco pontos.”
Lavareda afirmou que o clima de tensão e embate, já presente, deve se intensificar na reta final. “A coisa, de fato, vai ficar muito nervosa nessa reta final, nesses 12 dias que separam o eleitor da urna”, disse.



