“Não posso fazer piada”, diz Eduardo Bolsonaro sobre tortura de Miriam Leitão

Filho do presidente da República afirmou que "não é obrigado" a acreditar na versão da jornalista sobre episódio

O deputado federal Eduardo Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro Alan Santos/PR

Gabriela Vinhalda CNN

em Brasília

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O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a comentar nesta quarta-feira (27) sobre a tortura sofrida pela jornalista Miriam Leitão durante a Ditadura Militar.

Em reunião do Conselho de Ética da Câmara, o filho do presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “não pode sequer fazer uma piada” sobre o caso.

“A Míriam Leitão, que se diz torturada, assim como todas as pessoas que estão nos presídios dizem que foram torturadas por policiais hoje em dia. Ela tendo como única prova o depoimento dela, que diz que foi torturada, e eu tenho que ser obrigado a acreditar na versão dela, não posso nem sequer fazer uma piada”, afirmou.

A CNN procurou a jornalista Míriam Leitão para comentar as declarações do deputado, mas não teve retorno.

No início do mês, Eduardo rebateu a coluna escrita por Miriam, cujo título era “Única via possível é a democracia”.

Na declaração, o deputado disse que ainda sentia “pena da cobra”. A jornalista foi torturada durante a ditadura. À época grávida, ela contou que foi colocada em uma sala escura com uma cobra.

Eduardo Bolsonaro é alvo de dois processos no Conselho de Ética da Câmara. O primeiro trata sobre declarações do deputado contrárias ao uso de máscaras durante a pandemia da Covid-19.

O outro é sobre um comentário feito em uma postagem na qual chamou mulheres de “portadoras de vagina”.

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