Omar Aziz pede relatório preliminar da CPI da Pandemia

O relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), deve apresentar balanço dos primeiros 30 dias em data a ser definida

Bárbara Baião*, da CNN, em Brasília

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Presidente da CPI da Pandemia no Senado, o senador Omar Aziz (PSD-AM) pediu um relatório preliminar dos últimos 30 dias de trabalho. O relator, Renan Calheiros (MDB-AL), deve apresentar o balanço parcial em data a ser definida.

O pedido de Aziz aconteceu durante o segundo dia do depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello à comissão. A ideia ganhou força nos bastidores diante dos elementos contraditórios que os senadores têm visto nos depoimentos das testemunhas convocadas até o momento.

O relatório preliminar vai reunir a documentação que já foi apresentada na CPI e, para a oposição, é visto também como uma forma de esvaziar a narrativa dos senadores governistas de que a comissão não dará em nada e só serve de palanque eleitoral para 2022.

O texto ainda poderá ser encaminhado aos órgãos que podem implicar eventuais responsabilizações na esfera penal, como o Ministério Público (MP), por exemplo.

2º dia de Pazuello na CPI

O general Eduardo Pazuello foi novamente ouvido pelos senadores nesta quinta-feira (25), após a sessão de ontem ser suspensa. Na oitiva, o militar disse que não recebeu ordens do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a condução da pandemia, e que o Ministério da Saúde esperou uma Medida Provisória para comprar vacinas da Pfizer.

À CPI, Pazuello voltou a dizer que o aplicativo TrateCov foi suspenso após um ataque hacker e contou que o governo federal tinha um longo plano de combate à pandemia de Covid-19, mas que não conseguiu implementá-lo porque o Supremo Tribunal Federal (STF) “limitou” as ações do Executivo.

 presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (PSD-AM),
O presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (PSD-AM), abre a sessão da comissão no Senado
Foto: Reprodução/CNN Brasil (11.mai.2021)

(*Com informações de Murillo Ferrari e Renato Barcellos, da CNN, em São Paulo, e Bia Gurgel, da CNN, em Brasília)

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