Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    PF aponta que assessores de Carla Zambelli fizeram pagamentos para hacker da Vaza Jato

    Os repasses teriam sido feitos para que ele tentasse fraudar as urnas eletrônicas

    Assessores da deputada Carla Zambelli (PL-SP) fizeram pagamentos para o hacker da Vaza Jato, Walter Delgatti Neto, conforme investigadores da Polícia Federal (PF) relataram à CNN
    Assessores da deputada Carla Zambelli (PL-SP) fizeram pagamentos para o hacker da Vaza Jato, Walter Delgatti Neto, conforme investigadores da Polícia Federal (PF) relataram à CNN Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados (27.mar.2019)

    Raquel LandimBasília Rodriguesda CNN

    Assessores da deputada Carla Zambelli (PL-SP) fizeram pagamentos para o hacker da Vaza Jato, Walter Delgatti Neto, conforme investigadores da Polícia Federal (PF) relataram à CNN. Os repasses teriam sido feitos para que ele tentasse fraudar as urnas eletrônicas e invadisse as contas do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Os pagamentos são um dos elementos que embasam a Operação da PF, que faz busca e apreensão nos endereços da deputada e que prendeu o hacker.

    Os pagamentos, feitos via Pix, somam R$ 13,5 mil e foram identificados nos extratos deles, segundo fontes da PF. Podem ter sido feitos também repasses em espécie.

    Endereços dos assessores Renan Cesar Silva Goulart e Jean Hernani Guimarães Vilela foram alvo de busca e apreensão nesta quarta-feira (2) pela Polícia Federal.

    Renan Cesar Silva Goulart fez parte do gabinete de Zambelli de fevereiro de 2019 a setembro de 2019, e hoje está no gabinete do irmão dela, que é deputado estadual em São Paulo.

    Jean Hernani Guimarães Vilela foi do gabinete da liderança do governo Jair Bolsonaro (PL) de fevereiro de 2019 até janeiro de 2023. Em maio deste ano, ele foi admitido no gabinete de Zambelli.

    Em depoimento à PF, em julho, Walter Delgatti revelou que foi contratado pela deputada Carla Zambelli para fraudar o sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e invadir o celular do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, além de incluir documentos falsos no Banco Nacional de Mandados de Prisão.

    Procurada pela CNN, assessoria da deputada disse que não comenta o assunto.