PF vai à casa de Castro duas vezes em 12 dias; veja como é o processo

Ex-governador também foi alvo da Operação Sem Refino no último dia 15 de maio, em investigação que apura conglomerado econômico do ramo de combustíveis

Gabriela Piva, Elijonas Maia, da CNN Brasil, São Paulo e Brasília
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A PF (Polícia Federal) cumpre nesta terça-feira (26) mandados de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). É a segunda vez em 12 dias que ele é alvo do órgão na Operação Compliance Zero, que investiga aportes de R$ 3 bilhões do Rioprevidência no extinto Banco Master, de Daniel Vorcaro.

De acordo com a nota da Polícia Federal, "a investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras de banco privado que totalizaram cerca de R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024".

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra Castro na Operação Sem Refino no último dia 15. O dono da Refit, Ricardo Magro, que controla a refinaria de Manguinhos (RJ) e é acusado de liderar fraudes bilionárias no mercado de combustíveis, também foi alvo da operação.

De acordo com a PF, a operação do último dia 15 investiga a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis, suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

Como funciona o processo de busca e apreensão?

O processo de busca e apreensão costuma contar com uma equipe de quatro pessoas, sendo três agentes da PF e um delegado. Dependendo do tamanho da operação e do alvo, duas equipes podem ir até o local.

É necessário que haja uma testemunha acompanhando a operação e que o alvo veja tudo o que for levado pelas autoridades. A pessoa investigada, inclusive, assina um documento para atestar tudo o que saiu de sua casa e será usado na investigação.

Nesses casos, a polícia revira todos os itens do local e verifica todos os cômodos, desde abrir armários e gavetas até procurar dentro de meias e sapatos. Dessa forma, a PF apreende o que considera interessante e importante para a investigação.