Randolfe: Fortes elementos indicam que Daniel Silveira integra rede criminosa
Senador avaliou que deputado do PSL "incorreu em um conjunto de crimes ao atiçar atos contra as instituições democráticas"

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) explicou, em entrevista à CNN, nesta quarta-feira (17) o pedido de cassação do mandato do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), que foi alvo da Polícia Federal (PF) na operação que investiga a origem de recursos e a estrutura de financiamento de grupos suspeitos da prática de atos antidemocráticos e citado no inquérito das fake news.
Rodrigues afirmou que considera que "está claro que o deputado incorreu em um conjunto de crimes ao atiçar atos contra as instituições democráticas, propagandear a desobediência civil e claramente atentar e animar manifestações e ameaças contra membros do Supremo Tribunal Federal (STF)".
"São fortes os elementos que indicam que ele é integrante de uma rede criminosa que propagandeia ódio e faz ameaças. No sentimento dos partidos que subscreveram essa representação, são elementos para que seja aberta uma investigação no Conselho de Ética", acrescentou o senador.
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Por fim, Randolfe defendeu que as manifestações que estão sendo investigadas pela PF "não são só antidemocráticas, mas ferem a regra do jogo e são criminosas".
"Não se trata de liberdade de manifestação, que todo mundo tem e a própria democracia permite. O que aconteceu na madrugada de sábado [o lançamento de fogos em direção ao prédio do STF] foi um atentado contra um dos símbolos da República", concluiu.
Deputado se defende
À CNN, o deputado Daniel Silveira se defendeu, nesta quarta-feira (17), e declarou que em nenhum momento ameaçou manifestantes, mas que deixou claro que, se algo acontecesse com ele, se defenderia.
Na terça-feira (16), o parlamentar já havia afirmado desconhecer a existência de uma organização que promova atos que pedem o fechamento do Congresso Nacional e do STF. Ele disse nunca ter participado da organização destas manifestações, mas garantiu "que não há financiamento nestas manifestações."
"Sobre os empresários investigados, conheço alguns, mas não estamos ligados e não patrocinamos os atos", assegurou.
(Edição de Luiz Raatz)