Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Relator da CPI do DF aponta dois coronéis, um general e um delegado como responsáveis pelo 8/1

    Lista tem os coronéis Cíntia Queiroz e Marcelo Casimiro, o general e ex-ministro G. Dias e o delegado Fernando Sousa

    Deputados distritais em sessão da CPI sobre o 8 de janeiro
    Deputados distritais em sessão da CPI sobre o 8 de janeiro 29/11/2023 - Denise Caputo - Agência CLDF

    Elijonas Maiada CNN

    Brasília

    O deputado distrital Hermeto (MDB), relator da CPI do 8 de janeiro na Câmara Legislativa do Distrito Federal, apontou quatro pessoas como as responsáveis pelos ataques de 8 de janeiro, nas sedes dos Três Poderes, em Brasília.

    Segundo o relator, foram negligentes porque não teriam repassados informações a quem fosse de direito para tomadas de decisões ou para impedir os ataques de 8 de janeiro:

    • a coronel Cíntia Queiroz, subsecretária de operações do DF no dia dos fatos,
    • o delegado Fernando de Sousa, adjunto de Anderson Torres na Secretaria de Segurança Pública,
    • o coronel Marcelo Casimiro, comandante da Esplanada,
    • e o general Gonçalves Dias, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

    “Essas quatro peças derrubaram todo o dominó”, disse Hermeto à CNN. O relatório foi apresentado nesta quarta-feira (29), na última reunião da CPI do DF.

    O deputado informou que os coronéis Cíntia e Casimiro e o delegado Fernando fizeram reunião no dia 7 de janeiro e ficaram cientes da situação que se agravava. Uma mensagem interceptada entre Casimiro e outro militar minimiza a chegada de ônibus em Brasília. “Pouco barulho”, disse em um aplicativo.

    O relator disse também que G. Dias não repassou aos subordinados no GSI os alertas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e que não acionou o Placo Escudo, para proteger o Palácio do Planalto.

    Segundo o deputado, no relatório de 444 páginas, os então comandantes-gerais da PM do DF, bem como os diretores de operações da PM, que estão presos, não teriam culpa.

    Outro lado

    O advogado André Callegari, que defende o general G. Dias, disse em nota que “não houve qualquer omissão penalmente relevante na conduta” de seu cliente.

    “O general fez tudo o que estava ao seu alcance, diante das informações que possuía no momento, para evitar os fatos ocorridos no dia 08/01 o que impossibilita qualquer tipificação penal”, declarou.

    A defesa de Fernando Sousa preferiu não se manifestar. Os advogados de Cíntia de Queiroz e Casimiro não foram encontrados.

    Tópicos

    Tópicos