Relatório vai trazer crimes irrefutáveis, diz senador da CPI da Pandemia

Crimes serão comprovados com áudios, vídeos, e-mails e mensagens, segundo Otto Alencar (PSD-BA)

Douglas Portoda CNN

em São Paulo

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O senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou, nesta sexta-feira (15), em entrevista à CNN, que o relatório final da CPI da Pandemia, previsto para ser lido no dia 19 de outubro, irá trazer provas irrefutáveis de crimes, com a disponibilização de áudios, vídeos, e-mails e mensagens.

“Mas o relatório, até onde conheço, traz crimes que são evidentes e irrefutáveis, comprovados com provas robustas: áudios, vídeos, e-mails e mensagens. Enfim, não tem como se descaraterizar com tantas provas, como aconteceu inclusive com alguns casos de corrupção, de peculato do Roberto Ferreira Dias [ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde] que foi oferecido propina, US$ 1 por vacina”, afirmou Otto.

Roberto Dias foi preso em flagrante durante sessão da CPI em 7 de julho, por “prejúrio”, quando negou ter combinado um encontro com o policial militar Luiz Paulo Dominghetti, da Davati Medical Supply, empresa que ofereceu vacinas da AstraZeneca ao Ministério da Saúde sem procuração do laboratório. Durante a negociação, Dias teria solicitado a propina por cada dose, o que ele nega. A prisão, no entanto, foi anulada pela Justiça do Distrito Federal. A CPI recorreu da decisão.

O relatório já tem conclusões sobre a suposta organização criada para disseminar fake news durante a pandemia. Um capítulo é dedicado à investigação, e os responsáveis foram divididos em sete núcleos que se subdividem em: comando, formulador, execução, apoio às decisões, político, produção de fake news, disseminação e financiamento. A CNN teve acesso com exclusividade ao material.

No capítulo é solicitado indiciamento dos três filhos do presidente da República, Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, além do próprio Jair Bolsonaro. Todos, segundo relatam técnicos que participam da elaboração do material, estão inseridos no núcleo de comando. A informação foi antecipada pelo analista de política da CNN Caio Junqueira.

 

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