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    Reunião costurada por Lula traz mensagem de coesão política, avalia especialista

    À CNN Rádio, Creomar de Souza ponderou que os problemas não passam a ser resolvidos em “estalar de dedos”, mas que há consenso em prol da democracia

    O presidente Lula em reunião com os governadores
    O presidente Lula em reunião com os governadores Fabio Rodrigues Pozzebon/Agência Brasil

    Amanda Garciada CNN

    A reunião da noite de segunda-feira (9) do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com governadores, representantes do Supremo Tribunal Federal, do Ministério Público e do Congresso Nacional é carregada de simbolismo.

    Esta é a avaliação do cientista político Creomar de Souza.

    “A costura feita pelo presidente Lula de juntar 27 governadores, chefe do MP, ministros do STF e presidentes da Câmara e do Senado passa mensagem de coesão política”, disse, à CNN Rádio.

    Isso em meio às repercussões dos atos criminosos na sede dos Três Poderes, em Brasília, que aconteceram no último domingo (8).

    Ao mesmo tempo, porém, ele faz a ressalva de que os problemas “não passam a ser resolvidos num estalar de dedos.”

    O que acontece, para o especialista, é que “há enorme vontade dos entes políticos de estabelecer uma linha de que, apesar das diferenças, não se pode quebrar o tabuleiro do jogo.”

    Creomar afirma que, naturalmente, as diferenças políticas são acomodadas pela democracia, mas “não se pode partir para violência, o recado é claro de coesão decisória em torno de investigar e tentar punir os responsáveis dentro dos marcos da lei.”

    Os atos criminosos em Brasília, para o cientista político, apontam para uma nova “agenda central” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: de defesa à democracia.

    Creomar defende que o discurso será ancorado em assuntos precisos: “Investigar, identificar, prender, recuperar bens públicos e fazer o devido processo legal.”

    “A capacidade do governo de demonstrar que não é uma postura puramente de ganhos político é o que dará tração à durabilidade desse consenso”, completou.

    *Com produção de Joyce Murasaki