Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    “Sem comentários”, diz Mourão sobre críticas a discurso em cadeia nacional

    Discurso do vice-presidente irritou apoiadores e assessores da gestão de Jair Bolsonaro, para os quais o general da reserva fez crítica indireta ao mandatário do Palácio do Planalto

    Hamilton Mourão, vice-presidente da República, durante pronunciamento de fim de ano
    Hamilton Mourão, vice-presidente da República, durante pronunciamento de fim de ano Reprodução/TV Brasil

    Gustavo Uribe

    O vice-presidente Hamilton Mourão disse à CNN que não pretende responder às críticas ao seu discurso de final de ano, em cadeia nacional de televisão e rádio, na noite de sábado (31).

    “Sem comentários”, disse o general da reserva, que assume o mandato neste domingo (1º) de senador pelo Rio Grande do Sul.

    Mourão é vice-presidente, e presidente em exercício com a ausência de Jair Bolsonaro, até a solenidade de posse de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.

    No discurso institucional, Mourão destacou que a alternância do poder em uma democracia “é saudável e deve ser preservada” e citou o silêncio de líderes que deixaram que no país se criasse um “clima de caos”, sem citar nomes.

    “Lideranças que deveriam tranquilizar e unir a nação em torno de um projeto de país deixaram com que o silêncio ou o protagonismo inoportuno e deletério criasse um clima de caos e de desagregação social e de forma irresponsável deixaram que as Forças Armadas de todos os brasileiros pagassem a conta, para alguns por inação e para outros por fomentar um pretenso golpe”, disse.

    A fala, no entanto, foi interpretada por aliados de Jair Bolsonaro como uma indireta, já que o presidente demorou mais de um mês para reconhecer a derrota na campanha eleitoral deste ano.

    Este ano foi a primeira vez que Bolsonaro não fez um pronunciamento de Natal em cadeia nacional de rádio e televisão, como em 2019, 2020 e 2021.

    Bolsonaro viajou aos Estados Unidos, onde deve permanecer até o final de janeiro. Ele não passará a faixa presidencial a Luiz Inácio Lula da Silva.