Tabata Amaral à CNN: PL da Misoginia ainda recebe ataques mentirosos
Relatora do projeto na Câmara afirma que parlamentares espalharam mentiras sobre a proposta, aprovada por unanimidade no Senado
O Projeto de Lei da Misoginia, que criminaliza o ódio contra as mulheres, tem sido alvo de uma onda de desinformação, inclusive por parte de parlamentares. A denúncia foi feita pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), relatora do projeto na Câmara dos Deputados, em entrevista ao CNN 360°.
Segundo Tabata Amaral, a proposta chegou ao grupo de trabalho da Câmara após ser aprovada de forma unânime no Senado Federal, com apoio de parlamentares de esquerda, direita e de todos os partidos. Apesar disso, a deputada afirmou que a desinformação em torno do texto tem sido intensa. "Infelizmente ainda está acontecendo uma onda de fake news, de ataques mentirosos ao projeto", declarou.
Parlamentares usaram trechos de outros projetos para atacar proposta
Entre os casos de desinformação relatados por Tabata Amaral, ela destacou que ao menos um parlamentar chegou a utilizar trechos de outro projeto de lei, sem qualquer relação com o PL da Misoginia, para atacar a proposta. "Teve parlamentar que usou trecho de outro projeto que não tinha nada a ver. Enfim, tem gente inventando todo tipo de história", afirmou a deputada.
Tabata Amaral ressaltou que o projeto é simples e ocupa apenas uma página, e que uma das principais missões do grupo de trabalho é explicar à sociedade o que a proposta realmente propõe. Ela também destacou a importância de ouvir quem pensa de forma diferente, desde que o diálogo seja feito com respeito. "Ouvir quem pensa diferente, mas dialoga com respeito. É isso que eu vou fazer e estou fazendo enquanto relatora", disse.
Grupo de trabalho vai ouvir vítimas e especialistas nas próximas semanas
A deputada anunciou que, ao longo das próximas quatro semanas, o grupo de trabalho realizará audiências para ouvir vítimas, mães de vítimas, advogados, juristas, delegadas e peritas. O objetivo é aprimorar o texto recebido do Senado e construir uma versão de consenso. "Nas próximas quatro semanas, começando nessa quarta-feira, eu vou ouvir vítimas, mães de vítimas, advogados, juristas, delegadas, peritas, quem atua com isso na ponta para que a gente possa melhorar", afirmou Tabata Amaral.


