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    Tebet defende fatiamento de Ministério da Justiça e diz que há orçamento para eventual desmembramento da pasta

    Ministra do Planejamento é cotada para ocupar a pasta da Justiça com a iminente saída de Flávio Dino

    Cristiane Nobertoda CNN

    Brasília

    A ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse, nesta terça-feira (28), que existe a possibilidade de abertura do orçamento para acomodar uma nova pasta caso o comando da Justiça e da Segurança Pública seja dividido. Tebet é cotada para assumir o Ministério da Justiça.

    “Caber no orçamento cabe porque o orçamento de 2023 foi aprovado sem cinco ministérios, que foram criados depois. Nós fizemos o remanejamento. Se precisar de autorização legislativa para fazer alguma alteração no orçamento, nós fazemos. Então isso cabe”, disse a jornalistas nesta terça-feira (28).

    Tebet ressaltou que a mudança é uma decisão “personalíssima” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas não se furtou em dar opinião sobre o assunto. Desde quando era candidata à presidência da República, em 2022, a ministra defende ampliar as funções do ministério da Justiça.

    “Eu sou de um estado de fronteira, eu conheço a realidade da fronteira e da violência no Brasil. Eu sei por onde passam as drogas, o tráfico de armas e toda a marginalidade que vem da fronteira”, disse. “O Ministério da Segurança Pública é praticamente um mundo a ser resolvido de problemas”.

    A ministra, no entanto, reforçou a posição do ministro Flávio Dino à frente da super-pasta e elogiou a atuação do colega. “Claro que antes nós tínhamos e nós temos o ministro Flávio Dino que tem uma capacidade extraordinária de aglutinar, de colocar as pessoas certas num certo de dar resolutividade. Mas, é um desafio único”.

    Troca de cadeiras

    O nome de Tebet na Justiça ganhou força após a indicação de Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF).

    Segundo apurou a CNN, Lula disse a um grupo de aliados que Tebet seria um bom nome para Justiça, caso a pasta seja, de fato, desmembramento.

    A separação, além de um aceno do presidente a uma bandeira eleitoral dos partidos de direita, seria uma forma de contemplar a aliada com uma pasta de maior projeção.

    Outro ponto é que a troca de cadeiras daria espaço para Lula indicar para o Planejamento um nome mais alinhado às ideias do presidente em relação à meta fiscal.

    Lula deu mais tempo ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para perseguir a meta. Mas continua avaliando que não é necessário cortar despesas em ano eleitoral para garantir um déficit zero.

    Questionada se aceitaria o cargo de ministra da Justiça, Tebet disse que esse não é o momento tratar do assunto. “Não é a hora de falar em ocupação de novos cargos nem nomeação porque não há vacância do ministério. Não fui sondada, não fui convidada, estou no Ministério do Planejamento e Orçamento, vocês sabem disso, a convite do presidente Lula, como ele mesmo disse, da cota pessoal dele. Estamos procurando fazer o melhor possível diante do cenário que nós pegamos da questão das finanças e do orçamento no Brasil”, disse.

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