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    Eleições 2022

    Tebet será a nona candidata à Presidência da história do Brasil

    Desde a redemocratização, apenas 9% dos candidatos são de mulheres; Vera Lúcia e Manzano devem, em breve, confirmar candidatura

    Daniel Reisda CNN

    A senadora Simone Tebet (MDB) será a nona mulher candidata à Presidência desde a redemocratização. Antes dela, oito mulheres disputaram as eleições ao Planalto, e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi a primeira e única eleita.

    Nesta quarta-feira (27), o MDB confirmou a candidatura de Tebet durante a convenção do partido. Além dela, Sofia Manzano (PCB) e Vera Lúcia (PSTU) também devem disputar o pleito. Elas vão oficializar suas candidaturas no sábado e no domingo, respectivamente.

    Com isso, a tendência é que as eleições de outubro tenham o maior número de mulheres candidatas à Presidência na história do país, ao lado de 2014.

    Quando Dilma conseguiu a reeleição, das quatro candidaturas com o melhor desempenho, três eram encabeçadas por mulheres. No primeiro turno daquele ano, Dilma teve 41% dos votos válidos; Aécio Neves (PSDB), teve 33%; Marina Silva (à época no PSB), 21%; e Luciana Genro (PSOL), 1,55%.

    No entanto, a participação de mulheres como candidatas à Presidência começou com a advogada Lívia Maria, em 1989. Naquela ocasião, eram 21 candidatos homens e apenas a advogada disputando o pleito, que acabou sendo vencido por Fernando Collor. À época filiada ao PN (Partido Nacionalista), Lívia ficou na 16ª colocação, com 0,26% dos votos válidos.

    Thereza Ruiz, a segunda a disputar um pleito presidencial, foi candidata pelo PTN, em 1998, e obteve 0,25% dos votos válidos. Ela ficou na 10ª colocação em uma disputa de 12 candidatos.

    Já em 2006, o PRP foi às urnas com uma chapa encabeçada pela cientista política Ana Maria Rangel. Sua vice, Delma Gama, também era uma mulher. Desde então, uma chapa composta integralmente feminina ainda não se repetiu. Elas receberam 0,13% dos votos válidos e, entre as oito candidaturas, terminaram o pleito na quinta colocação, sendo o pior desempenho de uma mulher, em termos de percentual de votos.

    A ex-senadora Heloísa Helena foi a primeira mulher a receber mais de 1% dos votos válidos, em 2006. Candidata pelo PSOL, Heloísa conquistou 6,85% dos votos e terminou as eleições na terceira posição.

    Já em 2010, foi a vez de Dilma ser eleita a primeira presidente mulher do país. No segundo turno, a petista recebeu 58,99% dos votos válidos e venceu o pleito contra José Serra (PSDB). Naquele ano, Marina Silva ficou na terceira colocação. À época no PV, Marina recebeu 19,33% dos votos do primeiro turno. Em 2014, Dilma seria reeleita e Marina, novamente, ficaria na terceira posição.

    Em 2018, Marina voltaria a ser candidata à Presidência. Pela Rede, a ex-ministra conquistou apenas 1% dos votos válidos, seu pior desempenho em um pleito presidencial. Além dela, Vera Lúcia, que deve disputar as eleições deste ano, também participou do pleito, obtendo 0,05% dos votos.

    Desde 1989, primeira eleição direta para presidente após a redemocratização, foram 82 candidatos homens. Dessa forma, apenas 9% das candidaturas à Presidência foram de mulheres.

    Fotos – os pré-candidatos a Presidência