Tesoureiro do PSDB diz que só Doria tem direito a ser candidato

Para Cesar Gontijo, as prévias realizadas pelo partido em novembro não indicam um nome, mas sim elegem um indicado do partido para disputar as eleições

João Dória durante evento no Palácio dos Bandeirantes em que anunciou a manutenção de sua candidatura à Presidência da República
João Dória durante evento no Palácio dos Bandeirantes em que anunciou a manutenção de sua candidatura à Presidência da República RENATO S. CERQUEIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Iuri Pittada CNN

em São Paulo

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Vencedor das prévias do PSDB realizadas em novembro, o ex-governador de São Paulo João Doria é o único tucano que tem direito a ser candidato nas eleições presidenciais de 2022 e a utilizar recursos do partido para tanto, disse à CNN o tesoureiro da sigla, Cesar Gontijo.

“Até o fim de julho, quando é liberado o fundo eleitoral, o único com legitimidade para ter despesas de pré-candidato é João Doria. Só ele pode usar os recursos – diga-se de passagem, públicos – que o PSDB reservou para o vencedor das prévias”, explicou o tucano.

Gontijo havia publicado no último sábado (2) um texto no qual afirma que “a prévia não indica, ela elege”. “Não há nada, absolutamente nada, que se sobreponha a essa decisão, ela é soberana”, disse o tesoureiro.

“Assim, o ex-governador Eduardo Leite é livre para pleitear qualquer outro cargo, mas o de presidenciável, por decisão do PSDB e da Federação, já está ocupado e não está aberto a este tipo de especulação.”

Em entrevista nesta terça-feira à CNN, Leite disse considerar “grande” a chance de a chamada terceira via construir coletivamente uma candidatura única à Presidência da República nas eleições de 2022, deixando em aberto o que havia afirmado na véspera, à Rádio Eldorado: de que o PSDB poderia apoiar a candidatura de outro partido, como a da senadora Simone Tebet (MDB-MS) – tendo o próprio gaúcho como vice.

O tesoureiro do PSDB lembra que o partido gastou R$ 11 milhões com a realização das prévias, recursos consumidos tanto para a organização da eleição quanto para deslocamentos dos pré-candidatos – além de Doria e Leite, o ex-senador Arthur Virgílio disputou a indicação – e dos dirigentes e mandatários.

Apoiadores do ex-governador gaúcho consideram ser possível reverter a decisão das prévias na convenção nacional do partido, o que é contestado pelos aliados do pré-candidato.

“Realizadas as prévias, a convenção se torna homologatória. A base deu um mandato a João Doria e, se ele quiser, vai até o final”, disse Gontijo.
“Não vejo sentido político em o PSDB, que desde seu primeiro ano de existência disputa eleições presidenciais, abrir mão para ser vice de uma pré-candidata que tem desempenho inferior ao nosso?”

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