Vorcaro já havia sido preso antes e usava tornozeleira; relembre

Segundo apuração de Teo Cury, ao CNN Novo Dia, André Mendonça ordenou a prisão do empresário, que já havia sido detido em novembro e usava tornozeleira eletrônica como medida cautelar

Da CNN Brasil
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O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi preso novamente nesta quarta-feira (4) por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão ocorre em uma nova fase da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes na instituição financeira. Apuração é de Teo Cury, ao CNN Novo Dia.

"No meio do caminho, pode ter acontecido alguma coisa que não sabemos que tenha justificado essa ordem de prisão, por isso, talvez seja cedo para dizer que é o ministro [Mendonça] imprimindo um novo ritmo", afirmou o analista.

Vorcaro já havia sido detido em novembro do ano passado, durante a primeira fase da operação, mas foi posteriormente liberado mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de deixar o país, a entrega do passaporte e a impossibilidade de comunicação com outros investigados.

"Essas restrições têm como objetivo não atrapalhar as investigações, evitar que provas sejam destruídas, evitar fuga do país. Quando há prisão, pode significar que alguma dessas possibilidades foi aventada", apontou Cury.

A nova ordem de prisão coincide com um momento em que o empresário era aguardado para prestar depoimentos em diferentes comissões no Congresso Nacional. Recentemente, o próprio ministro André Mendonça havia desobrigado Vorcaro de comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e à CPI do Crime Organizado, onde deveria depor nesta quarta-feira. Havia também expectativa para sua participação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado na próxima semana.

"As duas decisões de Mendonça desobrigavam Vorcaro de ir a Brasília, participar e prestar esclarecimentos", relatou Teo Cury sobre a presença de Vorcaro na CPI e CPMI: "Acabou melando o plano dos deputados e senadores".

Investigações em andamento

A operação Compliance Zero investiga possíveis irregularidades no Banco Master, e as investigações estavam inicialmente sob relatoria do ministro Dias Toffoli no STF. Com a transferência do caso para André Mendonça, observa-se uma nova dinâmica nas ações relacionadas ao processo.

Durante as investigações anteriores, a Polícia Federal já havia obtido acesso a conteúdos do celular de Vorcaro, incluindo comunicações com diversas pessoas ligadas ao sistema financeiro nacional. O ministro Dias Toffoli havia mantido quebras de sigilo relacionadas ao caso, mesmo após pedidos da defesa para revogação dessas medidas.

A prisão preventiva determinada agora pode estar relacionada a novos elementos surgidos na investigação, como eventual tentativa de obstrução de justiça ou risco de fuga, fatores que justificariam legalmente tal medida. Os detalhes específicos que fundamentaram a decisão do ministro André Mendonça devem ser divulgados após a conclusão da operação pela Polícia Federal.

O que diz a defesa de Vorcaro

Em nota, a defesa de Vorcaro negou as acusações contra o banqueiro e afirmou que confia no esclarecimento dos fatos. Veja a íntegra:

A defesa de Daniel Vorcaro informa que o empresário sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.

A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta.

Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições.

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