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    Zanin manda abrir inquérito sobre agressão de deputado em colega na Câmara

    Quaquá deu um tapa em Donato enquanto eles trocavam ofensas e empurrões

    Deputado Washington Quaquá dá tapa em colega na Câmara durante promulgação da reforma tributária
    Deputado Washington Quaquá dá tapa em colega na Câmara durante promulgação da reforma tributária Reprodução CNN

    João Rosada CNN Brasília

    O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito contra o deputado Washington Quaquá (PT-RJ) pelo tapa que ele deu em seu colega de Câmara, Messias Donato (Republicanos-BA), no plenário da Casa.

    O episódio ocorreu no final de dezembro de 2023 durante a sessão de promulgação da reforma tributária. Quaquá e Donato trocaram ofensas e empurrões, quando o petista desferiu um tapa no parlamentar.

    O caso foi registrado na polícia por Messias Donato como possível crime de injúria real. Donato disse à polícia que Quaquá fez vários xingamentos direcionados à bancada dos deputados de direita e que “teria desferido um forte tapa no lado direito de seu rosto enquanto a vítima tentava intervir para pacificar a situação”.

    Na decisão, Zanin argumenta que o inquérito é necessário para a “elucidar as condutas descritas”.

    O ministro ainda determina que a PF tem dois meses para:

    • notificar a plataforma YouTube para que preserve o vídeo intitulado “Quaquá dá tapa no rosto de Messias Donato durante promulgação da tributária”;
    • preservar o vídeo intitulado “Quaquá dá tapa no rosto de Messias Donato durante promulgação da tributária”, medida a ser efetivada pela Polícia Federal, em conformidade com as normas e procedimentos aplicáveis à coleta de vestígios digitais;
    • expedir ofício ao deputado federal Quaquá “a fim de que, em querendo, preste as informações que julgar pertinentes acerca dos fatos noticiados, no prazo de 15 (quinze) dias, instruindo-as, se for o caso, com os documentos correlatos.”

    Na última quarta-feira (3), a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da instauração do inquérito. A manifestação foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho.

    A CNN não conseguiu contato com a defesa de Washington Quaquá. O deputado, até o momento, não respondeu à reportagem.

    Na época do fato, Quaquá disse à CNN que não estava arrependido. “Ele tentou puxar meu celular e me empurrou. Eu não me arrependo. Faria tudo de novo. Recebi muitas mensagens de solidariedade”, disse Quaquá.

    Também na época do caso, o deputado Messias Donato disse à CNN que se sentiu “humilhado” e que agia para cassar o mandato do colega.

    “Ele saiu da parte do plenário onde fica a esquerda e foi até os conservadores. Se eu tivesse reação teria sido com a mão direita, porque sou destro. Me senti humilhado.

    Ele deu um tapa na cara das trincheiras que eu defendo”, disse o deputado do Republicanos.