Brasil supera EUA em mortes por 100 mil habitantes causadas pela Covid-19

País tem hoje 55,65 mortes a cada 100 mil habitantes contra 54,55 dos norte americanos; em números absolutos, EUA são o país mais atingido pelo novo coronavírus

Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo
26 de agosto de 2020 às 11:07 | Atualizado 26 de agosto de 2020 às 15:46

O Brasil superou os Estados Unidos em número de mortes causadas pelo novo coronavírus a cada 100 mil habitantes, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

De acordo com dados atualizados pela universidade norte americana nesta quarta-feira (26), o Brasil está, atualmente, com 55,65 mortes por 100 mil habitantes ante 54,55 dos EUA.

O cálculo de dados por 100 mil habitantes é uma metodologia usada para comparar locais com diferentes tamanhos de população (como países, cidades e bairros) e neutralizar o crescimento populacional.

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A conta é feita dividindo o dado em questão pela população do país e multiplicando por 100 mil.

O Brasil também supera os EUA na mortalidade da Covid-19: 3,2% contra 3,1%. Em números absolutos, porém, os norte americanos continuam como o país mais atingido pela doença.

Por lá, são 5.777.710 infectados e 178.486 mortos, segundo a Johns Hopkins. No Brasil, o segundo neste levantamento, 3.669.995 pessoas já foram infectadas e 116.580 morreram.

Seis meses do 1º caso

O Brasil completa, nesta quarta-feira (26), seis meses do primeiro registro de caso do novo coronavírus. Em 26 de fevereiro, o Ministério da Saúde divulgou a confirmação do primeiro caso positivo em solo brasileiro, e também em toda a América Latina. 

Um homem de 61 anos que mora em São Paulo tinha retornado de uma viagem à Itália, país que naquele momento era um dos mais afetados pela doença. Posteriormente, governantes comentaram sobre indícios da presença da Covid-19 no país já antes disso.

À época, o mundo tinha cerca de 81 mil casos confirmados do novo coronavírus. Hoje são quase 24 milhões, segundo contagem da própria Johns Hopkins.

(Com informações de André Rosa e Jéssica Otoboni, da CNN, em São Paulo)