São Paulo adia em uma semana pedido de registro da Coronavac na Anvisa

Estratégia do governo de SP é entregar um estudo completo da vacina associado à certificação pelo governo chinês

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
14 de dezembro de 2020 às 09:39 | Atualizado 14 de dezembro de 2020 às 12:00


O governo de São Paulo adiou a entrega dos estudos finais da Coronavac e o pedido de uso da vacina à Anvisa, que seria nesta terça-feira (15), para o dia 23. A estratégia agora é entregar um estudo completo da vacina associado à certificação pelo governo chinês.

A informação é do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, à CNN.

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Caixas da Coronavac
Caixas da Coronavac, vacina da farmacêutica Sinovac em conjunto com Instituto Butantan
Foto: Thomas Peter/Reuters (24.set.2020)

A expectativa no governo paulista é de que a China conceda o registro definitivo da Coronavac em cerca de três dias.

Isso colocaria mais pressão sobre a Anvisa, uma vez que a vacina passaria a ter registro da NMPA (Administração Nacional de Produtos Médicos), a Anvisa chinesa.

Há uma lei brasileira que, desde maio, estabelece prazo de 72 horas para a Anvisa liberar a importação de insumos e medicamentos já certificados por outras agências reguladoras.

A lei cita 4 agências estrangeiras reconhecidas pelo Brasil, entre elas a NMPA. Há ainda a Food and Drug Administration (FDA), que recentemente certificou a vacina da Pfizer e também a European Medicines Agency (EMA) e a Pharmaceuticals and Medical Devices Agency (PMDA).