Presidente da AstraZeneca prevê iniciar vacinação no Brasil em fevereiro

Segundo o presidente da farmacêutica, Pascal Soriot, a aprovação pela Anvisa deve ocorrer em janeiro

da CNN*
18 de dezembro de 2020 às 12:00 | Atualizado 18 de dezembro de 2020 às 12:12
Vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford contra o novo coronavírus
Foto: Dado Ruvic/Reuters

O presidente da farmacêutica AstraZeneca, Pascal Soriot, afirmou nesta sexta-feira (18) que a companhia está trabalhando em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para conseguir aprovação de seu imunizante contra a Covid-19, desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford, o quanto antes no Brasil.

Segundo previsões do executivo, a aprovação deve acontecer em janeiro de 2021, e o início da aplicação, a partir de fevereiro do próximo ano, a depender da capacidade de produção da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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O prazo é próximo das primeiras expectativas do Plano Nacional de Imunização (PNI) anunciado pelo governo federal. Inicialmente, o governo federal havia dito que iniciaria a aplicação das vacinas em março.

Contudo, após pressões de governadores, publicou documento dizendo que definirá novo calendário sem ainda cravar a data.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já propôs diversos cronogramas, em que a vacinação poderia começar do fim de dezembro até fevereiro de 2021. 

A vacina da AstraZeneca ainda não foi registrada ou obteve autorização para uso emergencial em nenhum país do mundo. 

Ao contrário da vacina da Pfizer, a candidata usa uma versão enfraquecida do vírus da gripe e não precisa de congeladores especiais para ser armazenada. Os últimos resultados dos testes clínicos mostraram que ela teve eficácia média de 70%.  

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(*Com informações de Pedro Caramuru, do Estadão Conteúdo)