AGU: governo soube que oxigênio poderia acabar em Manaus 6 dias antes de colapso

Segundo a AGU, o ministério foi informado com antecedência dos riscos, mas ficou a par da situação de “maneira tardia”, segundo o órgão

Da CNN, em São Paulo
18 de janeiro de 2021 às 17:04 | Atualizado 18 de janeiro de 2021 às 17:06

 

Como resposta à determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski sobre as ações do governo federal em relação ao colapso do sistema de saúde de Manaus, a Advocacia-Geral da União (AGU) disse que o Ministério da Saúde sabia da situação da capital amazonense seis dias antes do agravamento da situação na cidade. 

Segundo a AGU, o ministério foi informado com antecedência dos riscos, mas ficou a par da situação de “maneira tardia”, segundo o órgão.

A AGU diz que a empresa White Martins, que produz oxigênio no Amazonas, informou no dia 7 de janeiro o aumento rápido da demanda do produto e sugeriu ao governo federal que contratasse outra empresa para dar conta das entregas.

Apesar do colapso visto na última semana, a AGU afirma que o governo não deixou de ajudar Manaus. Segundo o relatório enviado ao STF, o governo federal enviou, entre 12 e 16 de janeiro, cerca de 75 mil litros de oxigênio gasoso e líquido para a capital amazonense.

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em entrevista exclusiva à CNN
Foto: CNN Brasil

(Publicado por Daniel Fernandes)