Não dá para comparar vacinação em Israel com o Brasil, diz médica brasileira

Adriana Del Giglio trabalha em um hospital em Tel Aviv e destaca a eficiência da campanha

Produzido por Layane Serrano, da CNN São Paulo
10 de fevereiro de 2021 às 09:57

 

A médica brasileira Adriana Del Giglio trabalha em um setor de um hospital de Tel Aviv, em Israel, que atende exclusivamente pacientes com o novo coronavírus. Em entrevista para a CNN nesta quarta-feira (10), ela disse que acredita que o processo de imunização no país é eficiente, e que não é possível comparar com o Brasil.

“A única comparação é que os dois [países] precisam da vacina o quanto antes. Mas a forma com que a campanha [de vacinação] foi feita aqui foi muito feliz porque é um país muito pequeno e todas as pessoas têm acesso à saúde”. Além disso, Adriana diz que o número de testes disponíveis tem aumentado muito e toda população pode fazer de graça.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que mais de 97% das mortes causadas pela Covid-19 nos últimos 30 dias foram de pessoas não vacinadas contra a doença. No total, segundo informações do Ministério da Saúde israelense, cerca de 38% da população recebeu pelo menos uma dose do imunizante.

A vacinação em Israel começou no dia 19 de dezembro do ano passado para as pessoas que trabalham na área da saúde e os idosos. Agora, conta Adriana, a vacina já está disponível em todos os postos de saúde e para todas as pessoas acima de 16 anos. “Acho que é o primeiro país que liberou a vacina para pessoas acima de 16 anos, e não 18.”

Segundo a médica brasileira, nenhum dos pacientes que desenvolveram a forma grave da doença foram vacinados. “As pessoas estão buscando a vacina. Existe um pouco de resistência devido às teorias da conspiração. Mas a grande maioria das pessoas se vacinou ou está procurando vacinar”, diz.

A médica brasileira Adriana Del Giglio, que trabalha em um hospital em Tel Aviv,

A médica brasileira Adriana Del Giglio, que trabalha em um hospital em Tel Aviv, recebendo a vacina contra Covid-19
Foto: Reprodução/CNN

Quarentena

Adriana conta ainda que Israel passou por um lockdown que durou quatro semanas e foi até o último domingo (7). O aeroporto está fechado, os comércios de rua estão abrindo aos poucos, mas com limitação de pessoas, e os restaurantes funcionam somente com delivery e take away. A abertura das escolas, com sistema híbrido -- aulas online e presenciais --, está sendo debatida.

(Publicado por: André Rigue)