'Se Ludhmila for confirmada, Brasil estará bem servido', avalia Roberto Kalil

Diretor de cardiologia do hospital Sírio-Libanês e apresentador da CNN trabalha com cotada para ministério há mais de dez anos

Produzido por Jorge Fernando Rodrigues, da CNN em São Paulo
14 de março de 2021 às 19:50

Para o cardiologista Roberto Kalil Filho, se Ludhmila Hajjar for confirmada como nova ministra da Saúde, o Brasil estará bem servido. Em entrevista à CNN neste domingo (14), o presidente do InCor falou sobre a possível substituição no comando da pasta e os desafios que esse novo titular enfrentaria. 

"Trabalho com ela [Hajjar] há décadas, é excelente pesquisadora, uma das intensivistas com mais experiência no país, uma médica que posso dizer que é determinada, que trabalha 24 horas e é técnica", disse. "Se vier ao caso do ministro Pazuello sair e a doutora Ludhmila for escolhida, o Brasil, sem dúvida, estará bem servido". 

A médica se encontrou nesta tarde com o presidente Jair Bolsonaro, em meio a discussões no governo que avaliam a substituição do atual titular da Saúde, Eduardo Pazuello. 

Para Kalil, um eventual próximo ministro teria como principal desafio a vacinação em massa

"A missão do atual ministro ou, se tiver, do próximo ministro, será a vacinação em massa o quanto antes, porque é o único jeito de diminuir essa tragédia que estamos passando", disse. 

Ele disse que a origem da vacina não faz diferença. "Pode ser vacina da Lua, de Plutão, de Marte, de onde vier. Temos que ter o maior número de vacinas possível aprovado", afirmou. 

O médico acredita que, se houver insumos e vacinas suficientes, o país é capaz de vacinar milhões de pessoas em poucos meses. "O sistema de vacinação é muito bom, sempre foi caracterizado como exemplo", disse. 

Kalil reconhece que, se assumir o cargo, Ludhmila terá um grande desafio pela frente. "Entendo que se a Ludhmila for confirmada, o trabalho vai ser árduo, porque vai pegar a pandemia num momento de pico". 

O cardiologista Roberto Kalil Filho (11.mar.2021)
Foto: Reprodução/CNN