1ª vacinada no Brasil: Quem me ataca não tem coragem de estar na linha de frente

Brasil completa hoje (17) dois meses desde que a primeira vacina contra a Covid-19 foi aplicada; enfermeira Mônica Calazans destaca importância da imunização

Produzido por Thiago Felix, da CNN São Paulo
17 de março de 2021 às 07:38 | Atualizado 17 de março de 2021 às 10:10

Primeira vacinada contra o novo coronavírus no país, a enfermeira do Instituto Emílio Ribas Mônica Calazans falou dos ataques que recebe nas redes sociais por defender a imunização. Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (17), ela afirmou que quem a ataca não tem coragem de estar na linha de frente no combate à pandemia.

O Brasil completa hoje (17) dois meses desde que a primeira vacina contra a Covid-19 foi aplicada. Nesse período, mais de 14 milhões de doses já foram aplicadas em todo o país.

“Eu tenho comprometimento com o meu trabalho, não ligo para os ataques. Ataques existem sim, não vou mentir. Essa semana sofri ataques também, tudo em rede social porque é muito fácil falar em rede social. E todo mundo que me ataca, garanto para vocês, não tem coragem de fazer o que eu faço”, disse a enfermeira.

“O importante é eu estar na linha de frente desempenhando meu trabalho com excelência. Agora, o que eles falam de mim não me importa”, destacou a enfermeira.

Há pouco mais de um mês, no dia 12 de fevereiro, Mônica recebeu a segunda dose da vacina e está  imunizada contra a doença. Ela foi vacinada com as doses da Coronavac.

Ainda na entrevista à CNN, Mônica falou sobre a situação do Emílio Ribas e disse que os leitos estão todos ocupados: 'Situação grave'.

A enfermeira Monica Calazans quando recebeu a segunda dose da vacina contra Covid-19
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo (12.fev.2021)