Atrasar a 2ª dose não faz diferença, importante é tomar vacina, diz especialista

Afirmação é da microbiologista Natália Pasternak, em entrevista à CNN

Produzido por Jorge Fernando Rodrigues Da CNN, em São Paulo
02 de maio de 2021 às 21:07 | Atualizado 02 de maio de 2021 às 21:54

Apesar dos atrasos no fornecimento de vacinas em várias cidades do país, quem está com a segunda dose atrasada precisa tomá-la mesmo assim, afirma a microbiologista Natália Pasternak em entrevista à CNN neste domingo (2).

"Não deve ter diferença de eficácia o atraso de uma ou duas semanas na segunda dose, o importante é que as pessoas tomem. Esse atraso não vai fazer diferença", disse a especialista, que também é presidente do Instituto Questão de Ciência.

 

Natália aponta os motivos que levaram o país a não ter segunda dose suficiente para imunizar a população dentro do prazo previsto e diz que a vacinação no Brasil continua "aos soluços", com todos os percalços de produção, entrega e importação.

"Foi falta de planejamento, aquela confusão desde um pouco antes da troca de ministro da Saúde (Eduardo Pazuello por Marcelo Queiroga) para não segurar a segunda dose, dando tudo de uma vez garantindo que teria mais. Com essa confusão de diretrizes, muitos municípios seguiram e ficaram esperando a segunda dose chegar, e não chegaram no prazo adequado", avalia.

Natália Pasternak, microbiologista e presidente do Instituto Questão de Ciência
Natália Pasternak, microbiologista e presidente do Instituto Questão de Ciência (02.Mai.2021)
Foto: Reprodução/CNN

Natália ressalta a impotância de o país fabricar imunizantes dentro de seu território. "Ter autonomia na produção é essencial, por isso os acordos foram feitos com transferência de tecnologia para que se possa fabricar do zero, sem depender de (importação de) insumo básico, de questões diplomáticas ou do que está acontecendo em outros países".