'A vacinação, até agora, derrubou a terceira onda em SP', diz Edson Aparecido

À CNN, secretário de Saúde de São Paulo avalia que embora a média móvel de casos tenha se mantido alta, observou-se uma chance menor de agravamento da doença

Produzido por Juliana Alves, da CNN em São Paulo
10 de julho de 2021 às 12:54 | Atualizado 10 de julho de 2021 às 12:54

As consequências do avanço da vacinação contra a Covid-19 já impactam de forma positiva no controle da doença em São Paulo. Esta é a afirmação do secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido. Em entrevista à CNN neste sábado (10), ele disse acreditar que a campanha de imunização tenha afastado a chance de uma terceira onda na capital.

“A gente se preparou para a eventualidade de uma terceira onda que foi, até este momento, reduzida em função, sem dúvida nenhuma, da vacinação. Os cenários que vimos nesta sexta-feira (9), com nossos técnicos, mostram isso de maneira muito precisa. Sobretudo a população com mais de 60 anos, que está praticamente toda imunizada com as duas doses, e também os profissionais de saúde. Então, a vacinação, pelo menos por enquanto, derrubou a possibilidade de uma terceira onda.”

De acordo com Aparecido, os técnicos da secretaria previam um recrudescimento entre maio e junho. No entanto, o que se observou foi, que apesar do número de novos casos não ter diminuído, as chances de desenvolverem uma Covid grave, que leva à hospitalização, foi reduzida.

"A média móvel do número de casos, nos últimos 14 dias, se manteve alta, mas os quadros não se agravaram. Isso já é seguramente o impacto da vacinação na cidade de São Paulo. As pessoas podem, eventualmente, contraírem a infecção e a doença, mas não têm sintomas graves. É este exatamente o objetivo da vacina.”

As taxas de ocupação de leitos hospitalares também está em um patamar mais normalizado em relação aos primeiros meses do ano. “A taxa de ocupação de leitos de UTI na cidade é de 55%. Nos leitos de enfermaria de Covid-19, 40%", diz.

Ainda de acordo com Edson Aparecido, o sequenciamento de casos positivos vem sendo feitos a fim de monitorar a entrada e uma possível transmissão comunitária da variante originária da Índia (Delta), porém, até o momento, “97,3% de circulação ainda é a chamada P.1, a variante de Manaus, e pouco mais de 2%, a variante do Reino Unido”.

Delta

Após o caso de um homem adulto de São Paulo ter testado positivo para a variante Delta, a secretaria começou o rastreamento dos contactantes a fim de compreender como se deu a infecção: se foi comunitária, entre moradores da capital, ou se foi importada de um país onde já há uma alta taxa de transmissão da cepa.

"Ele e os filhos não saíram de casa, mas sua esposa, sim. Ela teve contato com 22 pessoas. Estas 22 pessoas já foram contactadas; 21 delas não apresenta nenhum sintoma da infecção, apenas uma das pessoas teria sintomas. Nós a testamos e estamos aguardando o resultado da testagem.”

Além disso, ele informou que das 22 pessoas monitoradas, 15 já confirmaram que não viajaram ou tiveram contato com pessoas que vieram de fora do Brasil. 

"Estamos na fase final de confirmação de apenas mais seis pessoas. Desta maneira poderemos definir se foi realmente uma transmissão comunitária e não proveniente de contato com alguém que tenha viajado", explica o secretário.