Jean Gorinchteyn espera aprovação da Anvisa sobre usar Coronavac em adolescentes

"Não tenho dúvidas que a Anvisa já está recebendo materiais do Butantan para discutir a utilização de Coronavac em adolescentes”, disse o secretário de Saúde

Produzido por Juliana Alves e Layane Serrano, da CNN São Paulo
12 de julho de 2021 às 18:00 | Atualizado 13 de julho de 2021 às 18:03

O governo do estado de São Paulo anunciou novo calendário de vacinação que inclui menores de 18 anos. Atualmente, apenas a bula da vacina da Pfizer indica a aplicação dos imunizantes em jovens e adolescentes, porém Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde de São Paulo, disse acreditar que em breve a Coronavac receberá autorização da Anvisa para ser aplicada nesta faixa etária.

“Para podermos usar a Coronavac em jovens e adolescentes, a vacina precisa ser aprovada pela Anvisa e não tenho dúvidas que a agência já está recebendo materiais do Butantan para discutir a utilização de Coronavac em adolescentes,” disse o secretário estadual de saúde de São Paulo.

Em nota, a Anvisa informou que, até o momento, somente a Pfizer solicitou a inclusão em bula da indicação da vacina para crianças com 12 anos ou mais. "Esse pedido já foi autorizado pela Agência e a indicação para esta faixa etária foi incluída na bula da vacina Comirnaty", diz o texto.  
"Não há solicitação do Instituto Butantan para alteração da bula da CoronaVac e a inclusão de crianças e adolescentes. Portanto, não há pedido dependendo de análise da Anvisa."  

O secretário Gorinchteyn defendeu a segurança da CoronaVac nessa faixa etária. “Há dados na China que mostram a eficácia e segurança da vacina em jovens. A Coronavac tem plataforma parecida com a da gripe, usada em crianças com mais de 6 meses, é uma plataforma conhecida e segura”

Intervalo entre doses

Apesar de o governo do estado ter rechaçado a ideia de diminuir o intervalo de doses da AstraZeneca e Pfizer, Gorinchteyn não descarta diminuir este intervalo no futuro.

“Trabalhos mostraram que quanto maior o tempo entre uma dose e outra, maior a produção de anticorpos. Foi baseado em dados que o Ministério da Saúde estipulou esse intervalo. No momento nosso posicionamento é de ampliar a vacinação de primeira dose, se no futuro julgarmos correto antecipar a segunda dose, assim o faremos.”

Caixa com doses da Coronavac, vacina contra Covid-19
Foto: Amanda Perobelli - 22.jan.2021/Reuters