Vacinação é a principal arma para combater variante Delta, diz ministro da Saúde

Marcelo Queiroga diz que pasta trabalha para acelerar imunização de modo a evitar que mutação de espalhe no país

Camila Neumam, da CNN, em São Paulo
15 de julho de 2021 às 14:07 | Atualizado 16 de julho de 2021 às 12:08
Ministro Marcelo Queiroga visita Ilha de Paquetá, no RJ, onde acontece vacinação
Ministro Marcelo Queiroga visita Ilha de Paquetá, no RJ, onde acontece vacinação em massa neste domingo (20)
Foto: Reprodução / CNN

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quinta-feira (15) que a vacinação contra Covid-19 é a principal arma para evitar a transmissão comunitária da variante Delta (B.1 617.2), originária da Índia, que se espalha com rapidez pelo mundo.

A variante Delta é considerada uma variante de preocupação, ou seja, é altamente transmissível. No Brasil, já foram detectados 27 casos da variante Delta em sete estados, com quatro mortes em decorrência da infecção.

Segundo Queiroga, o objetivo da pasta é acelerar a vacinação contra Covid-19 para evitar a disseminação da Delta de forma comunitária, ou seja, à qual não é mais possível encontrar a origem e que tende a se espalhar pelas cidades.

Para isso, o ministro disse que as ações estão sendo feitas junto com estados e municípios com base em ações de vigilância sanitária, que decodificam as variantes, além do isolamento de casos comprovados e a aceleração da vacinação.

“A vacinação é a principal arma para que se evite a transmissão comunitária não só para variante Delta, mas de qualquer outra variante. Então vamos trabalhar forte para cada vez mais acelerar a campanha de vacinação, continuar fazendo a vigilância em saúde, detectando as variantes e isolando os que estão contaminados”, disse.

Nem a Inglaterra consegue

Queiroga afirmou que evitar a disseminação da Delta tem sido um desafio dentro e fora do país, haja vista o número de casos crescente da variante em países com campanhas de vacinação já mais adiantadas, como na Europa e nos Estados Unidos.

O ministro cita como exemplo o NHS (sistema público de saúde da Inglaterra, semelhante ao SUS), que enfrenta surto da variante.

“É um desafio muito grande, porque como o sistema de saúde inglês que ninguém desconhece sua organização, não consegue ou não conseguiu conter a transmissão comunitária da variante Delta”, disse durante coletiva de imprensa em Brasília. 

O ministro afirmou que, caso haja transmissão comunitária da Delta no Brasil, o país será capaz de atender quem precisar de atendimento médico.

“É um esforço que temos feito para fazer com que essa variante não tenha uma propagação comunitária forte e, se houver, temos condições de dar assistência a todos que venham adquirir contaminação por essa variante”, concluiu.