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    59% dos municípios têm resistência à vacinação infantil, aponta pesquisa da CNM

    Entidade ouviu 2.193 gestores locais entre os dias 14 e 17 de fevereiro

    Campanha de imunização infantil em Jundiaí, São Paulo
    Campanha de imunização infantil em Jundiaí, São Paulo Pedro Amora/Prefeitura de Jundiaí

    Bruno OliveiraRenata Souzada CNN

    em São Paulo

    Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) indica que mais de 59% dos municípios brasileiros relataram resistência da população à vacinação de crianças com idade entre 5 e 11 anos. Para o levantamento, a entidade ouviu 2.193 gestores locais entre os dias 14 e 17 de fevereiro.

    Pelo menos 98,9% das cidades ouvidas pela Confederação já iniciaram a vacinação neste grupo etário. Do total, 2,3% dos gestores afirmaram que houve registro de reações adversas graves em crianças que tomaram a vacina contra a Covid-19, enquanto 94,4% não registraram reações graves. 3,3% das prefeituras não responderam a essa questão.

    Dos municípios ouvidos pela pesquisa, 11,2% relataram falta de doses pediátricas para o público dos 5 aos 11 anos de idade.

    A autorização de uso do primeiro imunizante contra a doença para crianças de 5 a 11 anos no Brasil foi feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 16 de dezembro de 2021. Para a liberação, o órgão regulatório analisa uma série de fatores que garantem a segurança e eficácia das vacinas.

    Mais recentemente, em 20 de janeiro, a Anvisa autorizou também o uso da Coronavac para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos no Brasil. A decisão foi unânime entre os cinco diretores da agência.

    A vacinação infantil é defendida por especialistas, uma vez que, apesar de a forma grave da Covid manifestar-se com menor frequência nas crianças, esse público também corre riscos. Além disso, a imunização das crianças ajuda a combater a transmissão do vírus, reduzindo os casos na comunidade.