Agência reguladora da UE decidirá sobre dose de reforço da Pfizer em outubro

Marco Cavaleri, chefe da estratégia de vacinas da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) afirmou que resultado da análise dos dados é esperado para o início do mês

Profissional de saúde recebe dose da vacina Pfizer/BioNTech contra Covid-19 em Bruxelas
Profissional de saúde recebe dose da vacina Pfizer/BioNTech contra Covid-19 em Bruxelas Yves Herman - 3.fev.2021/Reuters

Pushkala AripakaLudwig Burgerda Reuters

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A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) provavelmente decidirá no início de outubro se endossa ou não a aplicação de uma terceira dose da vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 a ser administrada seis meses após a aplicação das doses iniciais.

“O resultado desta avaliação é esperado no início de outubro, a menos que informações adicionais sejam necessárias”, disse o chefe da estratégia de vacinas da EMA, Marco Cavaleri, em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira (23).

Mais cedo, uma fonte ouvida pela agência Reuters informou que a agência europeia esperava chegar a uma conclusão sobre as doses de reforço no início de outubro. “A decisão da EMA sobre a terceira dose da Pfizer é esperada para o início de outubro”, disse a fonte, que preferiu não ser identificada devido à delicadeza do assunto.

Será a primeira decisão do órgão regulador da União Europeia (UE) sobre reforços, disse a fonte, depois que a Food and Drug Administration (FDA), dos EUA, autorizou na quarta-feira (22) uma terceira dose de Pfizer para pessoas com 65 anos ou mais, pessoas de grupos e risco e outras que são regularmente expostas ao vírus.

A Pfizer não quis comentar, enquanto a BioNTech não estava imediatamente disponível para comentar.

O regulador da UE disse em 6 de setembro que começou sua avaliação dos dados apresentados pelas duas farmacêuticas para uma dose de reforço a ser dada seis meses após a segunda dose em pessoas com 16 anos de idade ou mais.

A Moderna também deve apresentar dados à EMA neste mês sobre sua dose de reforço, disse um documento da UE – ela já enviou os documentos para a FDA.

Em um parecer emitido no início de setembro e republicado pela EMA, o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) disse que não havia necessidade urgente de administrar doses de reforço a indivíduos totalmente vacinados na população em geral.

Mas também observou que doses adicionais já devem ser consideradas para pessoas com sistema imunológico gravemente enfraquecido como parte de sua vacinação primária.

Muitos estados-membros da UE já decidiram administrar uma dose de reforço, apesar de enfrentarem riscos legais mais elevados sem uma decisão formal da EMA sobre o assunto.

A UE assinou três acordos com a Pfizer e a BioNTech para adquirir um total de 2,4 bilhões de doses.

O último contrato cobre o fornecimento de pelo menos 900 milhões de doses de vacinas, grande parte das quais provavelmente só será necessária se os reforços forem considerados necessários ou se surgirem novas variantes de vírus contra as quais a vacinação existente não é eficaz.

Mais de 70% da população adulta da UE já foi totalmente vacinada e o bloco garantiu um amplo suprimento de vacinas de vários fabricantes.

O ECDC disse que ainda faltam dados cruciais sobre a necessidade e segurança dos reforços, em parte porque ainda não está totalmente claro por quanto tempo as vacinas protegem contra o vírus.

(Com informações de Emilio Parodi e Francesco Guarascio, da Reuters)

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