Após racha entre cidades, Saúde do RJ se diz favorável a vacina em adolescentes

Secretário de Saúde afirma que vai solicitar ao Ministério da Saúde continuação da vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos

Mylena GuedesPedro Duranda CNN

no Rio de Janeiro

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Após a vacinação nas cidades do Rio de Janeiro ficar dividida com a recomendação do Ministério da Saúde, em suspender a vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos, a Secretaria Estadual de Saúde disse, na noite desta sexta-feira (17), que é favorável a aplicação das doses da Pfizer em adolescentes.

A pasta, no entanto, não fez recomendações às cidades sobre o que fazer a partir de agora.

À CNN, o secretário estadual de saúde, Alexandre Chieppe, afirmou que a pasta vai pleitear junto ao Ministério da Saúde que a posição seja revertida e que haja garantia da vacinação contra a Covid-19 em jovens entre 12 a 17 anos.

“A secretaria entende que a vacinação dos adolescentes é importante e segura. Nós estamos pleiteando ao Ministério da Saúde a mudança de posição deles”, explicou.

“Nossa posição é que esses jovens devem ser vacinados, obviamente sem comprometer a vacinação de idosos e demais grupos prioritários. Entretanto, a decisão tem que ser corroborada pelo Mistério, que é quem fornece a vacina. Não adianta a decisão autônoma de estados e municípios sem a garantia das doses”, destacou Chieppe.

Apesar de dizer que é “favorável” à vacinação dos jovens menores de idade, a secretaria estadual não deixou claro as orientações para os 92 municípios fluminenses, assim como fizeram outros estados brasileiros para suas respectivas cidades.

Dessa forma, segue o racha no estado do Rio. De acordo com levantamento feito pela CNN, pelo menos 10 municípios seguiram as recomendações do Ministério e interromperam a aplicação da Pfizer no grupo de adolescentes.

Entre eles, estão Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, na Região Serrana, Cabo Frio, Angra dos Reis, Arraial do Cabo, Saquarema, na Região dos Lagos, Magé, e Duque de Caxias, na região metropolitana e Resende, no sudoeste do estado.

Enquanto isso, além da capital, outros seis municípios decidiram manter a aplicação das doses em adolescentes, a maioria deles localizados na Região Metropolitana.

São eles, São Gonçalo, Nova Iguaçu, Niterói e Maricá. Também não seguiram a recomendação do governo federal os municípios de Campos dos Goytacazes, no Norte fluminense, e Volta Redonda, no sul.

A divisão das cidades já teve de ser administrada pela secretaria estadual em outros momentos. Em maio, a pasta tentou implementar um calendário único de vacinação, que foi ignorado pelas prefeituras. O calendário previa que a vacinação só chegaria aos adultos com 18 a 24 anos em outubro.

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