Não há razão para suspensão da vacinação em adolescentes, diz gerente da Anvisa

A gerente de Farmacovigilância da agência Helaine Capucho afirmou à CNN que as indicações da bula da vacina da Pfizer não mudaram

Produzido por Layane Serranoda CNN

em São Paulo

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Em entrevista à CNN, a gerente de Farmacovigilância da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Helaine Capucho, afirmou que “não há razões para a suspensão da vacinação em adolescentes”. O Ministério da Saúde passou a não recomendar mais que a faixa etária 12 a 17 anos sem comorbidades seja vacinada com o imunizante da Pfizer.

“Nós mantemos a relação benefício-risco dentro do que está preconizado em bula”, disse Capucho. “A agência reguladora avalia o produto e então diz ‘esse pode continuar no mercado com essas indicações previstas em bula'”, explicou. Porém, ela ressaltou que “a política de saúde é definida pelos governos dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), que é tripartite”.

A Anvisa investiga a morte de uma adolescente de 16 anos que ocorreu após receber o imunizante da Pfizer contra a Covid-19. Apesar disso, a agência destacou em nota que, “no momento, não há uma relação causal definida entre esse caso e a administração da vacina”.

Capucho também disse como ocorreu o processo de farmacovigilância do produto, que não demandou uma mudança de posição até então.

“Comparamos com dados internacionais sobre uso das vacinas em outros países”, afirmou. “Também temos acesso a eventos adversos que ocorrem em outros países, fazemos reuniões com outras agências regulatórias e temos, por meio da Organização Mundial da Saúde (OMS), como Centro Nacional de Monitorização de Medicamentos, acesso a esses dados.”

“Então fazemos uma análise completa para definir se mantém ou não o produto no mercado”, concluiu.

(publicado por Fernanda Colavitti)

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