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    Aumento de casos de Covid-19 no outono e inverno é sazonal, diz Queiroga

    Ministro da Saúde não descartou a possibilidade de pressão do sistema de saúde, mas afirmou que a rede está preparada

    Walterson Rosa/MS

    Lucas RochaGabriela CoelhoBrenda Silvada CNN

    em São Paulo e em Brasília

    O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, recebeu a segunda dose de reforço contra a Covid-19 nesta segunda-feira (6) em Brasília.

    À imprensa, o ministro falou sobre o aumento de casos da doença no país, uso de máscaras e a falta de insumos e medicamentos, como a dipirona.

    “Houve um aumento de casos, primeiro porque a gente vive a época do outono-inverno, é uma sazonalidade, não só aumentam os casos de Covid, mas também pode aumentar das outras viroses respiratórias, influenza, adenovírus, e nisso de alguma maneira causou pressão sobre o sistema de saúde”, disse Queiroga.

    O Brasil voltou a registrar um aumento nos números de Covid-19 nas últimas semanas. Entre os dias 22 e 28 de maio, o país teve a pior semana epidemiológica de casos da doença desde março deste ano. Nos cinco primeiros meses de 2022 foram 8.693.140 pessoas infectadas pela doença e 47.620 óbitos contabilizados.

    O ministro não descartou a possibilidade de pressão do sistema de saúde, mas afirma que a rede está preparada. “Na última semana epidemiológica houve queda de 12% no número de óbitos. O vírus continua, sofre mutações, a doença não acabou, mas a emergência de saúde pública não tem mais”, disse.

    Uso de máscara

    Ao menos três capitais voltaram a recomendar a utilização de máscaras de proteção em locais fechados devido ao aumento de casos da Covid-19, segundo levantamento da Agência CNN: São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte.

    “Com relação ao uso de máscaras, desde o início nós fomos contra a obrigatoriedade, mas se as pessoas querem usar a máscara, pode usar. Se tivesse a eficiência que desejamos ela teria que ser utilizada de forma correta”, disse o ministro.

    Segundo Queiroga, as máscaras devem ser utilizadas de maneira correta, de modo a garantir a proteção contra a doença.

    “O tipo de máscara, por exemplo a máscara N95, essa é a máscara que protege mais, e ela precisa ser utilizada de maneira correta. Mas às vezes as pessoas usam a máscara de tecido, no outro dia com a mesma máscara, também as máscaras cirúrgicas, tem que trocar a cada 3 horas para ser eficiente […] Então aqueles que se sentem confortáveis e querem usar a máscara, que usem”, disse.

    O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, recebeu a segunda dose de reforço contra a Covid-19 / Walterson Rosa/MS

    Falta de insumos e de medicamentos

    Em maio, estados e municípios relataram a falta de medicamentos e de insumos. Segundo o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), a dipirona monoidratada 500mg injetável, por exemplo, chegou a estar em falta em todos os estados.

    À época, o ministro chegou a afirmar, em entrevista à CNN, que a oferta de medicamentos no país estava equilibrada e que foram identificados problemas pontuais de demora na entrega destes produtos.

    “Alguns medicamentos estão com dificuldades no mercado. Então, o governo tem atuado com medidas regulatórias para que haja uma normalização do abastecimento. Um deles é a dipirona venosa, por exemplo”, disse o ministro.

    Queiroga afirmou que o governo federal acompanha o cenário e que o mercado poderá se adaptar sem intervenções.

    “O governo está vigilante em relação a essas questões, nós não queremos intervir, queremos que o mercado por si só se adapte a essas questões, mas se for necessário alguma intervenção é possível que se considere. No momento atual não tem essa perspectiva”, disse.

    Com informações de Ingrid Oliveira, André Rosa, Douglas Porto, Carolina Figueiredo e Giulia Alecrim da CNN.