Brasil tem mais de 100 casos confirmados de Covid-19 causados pela variante Ômicron

Dados são de um levantamento realizado pela CNN Brasil, com informações das secretarias estaduais de Saúde de todo o país

País realiza o monitoramento da variante Ômicron por meio do sequenciamento genético do vírus
País realiza o monitoramento da variante Ômicron por meio do sequenciamento genético do vírus Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Lucas RochaGiovanna BronzeCarolina FigueiredoJulyanne Jucáda CNN

em São Paulo

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O Brasil registrou mais de 100 casos confirmados de Covid-19 causados pela variante Ômicron do novo coronavírus até a noite de quinta-feira (23). Os dados são de um levantamento realizado pela CNN Brasil, com informações das secretarias estaduais de Saúde de todo o país.

Ao todo, foram reportados 111 casos da variante no país. O estado de São Paulo registrou 25 casos da variante Ômicron. Já o Distrito Federal confirmou 17 infecções pela linhagem. No Rio Grande do Sul foram 26 contaminações pela Ômicron. Minas Gerais registrou 32 casos da cepa. Goiás conta com quatro casos, o Ceará outros três. Rio de Janeiro, Santa Catarina, Espírito Santo e Tocantins contam com uma infecção cada.

Ainda de acordo com o levantamento da CNN, o Brasil investiga 73 casos suspeitos da variante Ômicron no momento. São 16 casos suspeitos em Minas Gerais, um no Paraná e 56 em Santa Catarina. Para determinar a cepa, é necessário concluir o sequenciamento genético das amostras.

Sobre a variante Ômicron

A variante B.1.1.529 do novo coronavírus foi nomeada como Ômicron e classificada como variante de preocupação pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no dia 26 de novembro.

A decisão do grupo consultivo técnico da OMS sobre evolução do vírus SARS-CoV-2 teve como base as evidências apresentadas que indicam alterações prejudiciais na epidemiologia da Covid-19 devido à linhagem.

A cepa foi relatada pela primeira vez à OMS pela África do Sul no dia 24 de novembro. A situação epidemiológica no país mostrou três picos distintos de casos de Covid-19, sendo o último predominantemente pela variante Delta.

A OMS orientou que os países devem melhorar a vigilância e os esforços para a realização do sequenciamento genômico do vírus, o que permite compreender melhor as variantes circulantes. Os cientistas devem enviar as sequências completas do genoma e dados associados sobre a variante para um banco de informações disponíveis publicamente, como o GISAID.

Além disso, os casos associados à variante de preocupação devem ser relatados à OMS por meio do mecanismo de Regulamento Sanitário Internacional (RSI). Nos países onde houver capacidade, e em coordenação com a comunidade internacional, devem ser realizadas investigações de campo e avaliações laboratoriais.

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