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    CNN Sinais Vitais

    Bulimia, anorexia e compulsão: CNN Sinais Vitais discute transtornos alimentares

    Anorexia nervosa, mais prevalente em mulheres, atinge 1% da população; bulimia, também mais incidente no sexo feminino, 2,5%, e a compulsão alimentar, 3,5% dos brasileiros

    Transtornos alimentares são patologias classificadas como doenças psiquiátricas, segundo definição de Claudia Cozer Kalil
    Transtornos alimentares são patologias classificadas como doenças psiquiátricas, segundo definição de Claudia Cozer Kalil Reprodução/CNN

    Da CNN

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    Em uma época em que o número de visualizações e curtidas norteia a popularidade das pessoas, a obsessão pela imagem perfeita pode atrapalhar no tratamento de doenças que já não são mais consideradas raras, como a bulimia, a anorexia nervosa e a compulsão alimentar.

    No episódio dessa semana, o CNN Sinais Vitais, com Roberto Kalil, mergulhará na questão dos transtornos alimentares.

    Segundo definição da médica Claudia Cozer Kalil, coordenadora do Departamento de Transtorno Alimentar da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), “transtornos alimentares são patologias classificadas como doenças psiquiátricas onde a pessoa tem uma relação muito ruim e sofrida com a comida”. 

    O coordenador do Programa de Transtornos Alimentares (Ambulim), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Táki Cordás, explica que os três principais transtornos são a bulimia, a anorexia nervosa e a compulsão alimentar.

    Táki Cordás, coordenador do Programa de Transtornos Alimentares, o Ambulim, do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP / Reprodução/CNN

    De acordo com ele, todos os transtornos somados superam a incidência de patologias como a depressão, por exemplo.

    Hoje, a anorexia nervosa, mais prevalente em mulheres, atinge 1% da população, a bulimia, também com maior incidência no sexo feminino, 2,5%. Já a compulsão alimentar afeta igualmente homens e mulheres em uma taxa de 3,5% dos brasileiros.

    “Fazer uma restrição alimentar muito rigorosa desencadeia qualquer um desses. Ser magro é sinônimo de ter sucesso, de ser bonito, então nós temos uma sociedade que massacra em busca de um modelo ideal de beleza, quando o ideal não existe”, diz Cordás. 

    A jornalista e escritora Daiana Garbin participa dessa edição do CNN Sinais Vitais, e conta que os padrões de beleza estabelecidos pela sociedade foram os desencadeadores de seus transtornos alimentares.

    “Uma revista da minha época de adolescente dizia que a calça jeans ideal era tamanho 34, 36, ou, no máximo, 38. A primeira calça jeans que me serviu quando eu tinha 12 anos era 42, então, eu percebi ali, na minha cabeça de adolescente da época, que meu corpo era muito errado e que eu precisava emagrecer de qualquer jeito, pra que os meninos gostassem de mim, pra que eu fosse aceita pelas coleguinhas da escola”, lembra.

    Daiana Garbin, jornalista e escritora / Reprodução/CNN

    Daiana superou a doença e hoje tem um site e um canal no YouTube, que ajudam pessoas que enfrentam os mesmos problemas.

    Para Sophie Deram, nutricionista e coordenadora do Projeto de Genética do Ambulim, a rede social trouxe uma amplificação desse mal-estar com a alimentação, mas também com a insatisfação corporal.

    “As redes sociais funcionam com imagens, então aumenta muito a insatisfação corporal das pessoas, não somente mulheres, e a gente vê que isso pode ser um gatilho para procurar uma dieta e para modelar o corpo como está sendo vendido”, diz a nutricionista. 

    O CNN Sinais Vitais, com Roberto Kalil, vai ao ar neste fim de semana, excepcionalmente à 0h15 de domingo (22), com reexibição às 4h30 na CNN Brasil. 

    *Publicado por Renata Souza, da CNN

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