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    Calor no verão aumenta os casos de infecção urinária; saiba como se prevenir

    Reforço na hidratação e hábito de urinar com regularidade contribuem para reduzir as chances de desenvolvimento do quadro clínico que afeta principalmente as mulheres

    Reforçar a hidratação no verão pode ajudar a prevenir quadros de infecção urinária
    Reforçar a hidratação no verão pode ajudar a prevenir quadros de infecção urinária Getty Images/EyeEm

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

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    A infecção urinária, resultado da presença de bactérias na região da bexiga e do trato urinário, pode acometer pessoas de todas as idades, de crianças a idosos. Os principais sintomas são ardência, urgência para urinar e dificuldade para segurar a ida ao banheiro ou a presença de sangue na urina.

    De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), cerca de 80 a 85% das infecções urinárias são causadas pela bactéria Escherichia coli (E. Coli). Os demais casos são associados a outras bactérias.

    O médico José Carlos Truzzi, supervisor de Doenças Infecciosas da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), explica que o calor característico do verão favorece o aumento dos casos de infecção urinária.

    “Muitas vezes, as pessoas acabam não se hidratando de forma adequada e, por não tomarem líquido em quantidade suficiente para o calor que vivenciamos, acabam produzindo menos urina do que deveriam”, afirma Truzzi.

    Segundo o especialista, o hábito de urinar com regularidade contribui para reduzir as chances do desenvolvimento da doença. Infecção urinária é um termo geral que reúne qualquer tipo de quadro inflamatório que se estende dos rins à uretra, passando pela bexiga.

    “Normalmente, essas situações de infecção urinária que ocorrem mais no período do verão são os quadros de infecção que comprometem a bexiga e tem um nome próprio: cistite”, explica o médico.

    Como os demais quadros de infecção urinária, a cistite também é causada pela ação de bactérias, que habitam o meio intestinal sem causar danos. No entanto, esses microrganismos podem chegar até o canal pelo qual eliminamos a urina, chamado de uretra, e provocar a infecção localizada ou na bexiga e nos rins.

    As cistites são mais comuns em mulheres do que nos homens. Segundo Truzzi, a explicação está na anatomia feminina.

    “Nas mulheres, a uretra é muito próxima da vagina, que é muito próxima do ânus. Como são bactérias que vivem no meio intestinal da própria pessoa, elas acabam chegando mais facilmente até a uretra e à bexiga da mulher. Por isso, a mulher tem mais infecção urinária do que o homem”, disse.

    Além do calor, as infecções urinárias podem ser causadas pela atividade sexual, pelo uso de espermicidas e de anticoncepcionais. Outros fatores de risco são diabetes, incontinência urinária, menopausa, componentes genéticos e a presença de cistocele, uma condição chamada popularmente de “bexiga baixa”, que consiste no deslocamento anormal do órgão.

    Tratamento da infecção urinária

    O tratamento da infecção urinária deve ser realizado com o uso de medicamentos antibióticos, a partir da orientação médica. Os medicamentos devem ser indicados de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente e pelo perfil de sensibilidade das bactérias aos fármacos.

    O urologista José Carlos Truzzi enfatiza que o uso de medicamentos por conta própria não é recomendado, pois pode levar ao desenvolvimento da resistência bacteriana aos antibióticos. O problema, que acontece quando determinada bactéria se modifica em resposta ao uso excessivo e incorreto dos medicamentos é uma das maiores ameaças à saúde global atualmente.

    Medidas de prevenção

    Como medida de prevenção às infecções urinárias, o médico urologista, Eduardo Leze, recomenda o reforço na hidratação, especialmente no período do verão.

    “Trabalhar com uma garrafa d’água ao lado é essencial, já que você não precisa sair do seu ambiente para ingerir volumes maiores. É como se você fosse constantemente lembrado de que precisa beber água”, afirma o médico.

    O especialista alerta que a retenção da urina por período prolongado pode aumentar as chances de infecção. “As bactérias paradas na bexiga penetram lentamente na mucosa, levando ao problema. Urinar a cada duas ou três horas é o ideal, mesmo sem vontade, para manter a bexiga vazia”, disse.

    Segundo o médico, é importante ter atenção a alterações na urina e na frequência com que se utiliza o banheiro.

    “Em caso de odor forte, coloração escura e ardência ao urinar, procure um médico especialista, pois podem ser sinais de baixa ingestão de líquidos ou mesmo uma infecção. Além disso, o líquido escuro sugere diferentes doenças, como alterações na vesícula biliar e pâncreas, por exemplo”, disse..

    O urologista José Carlos Truzzi afirma que urinar após as relações sexuais também contribui para reduzir os riscos da infecção. Além disso, a adoção de hábitos alimentares saudáveis, incluindo dietas ricas em fibras, pode trazer benefícios para a flora intestinal, que se refletem na prevenção da doença.

    “O bom funcionamento intestinal é fundamental para diminuir a ocorrência dessas infecções urinárias”, conclui.

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