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    Capitais contratam profissionais de saúde para atender alta de pacientes de Covid-19

    Em meio ao aumento de casos, unidades públicas e particulares autorizam horas extras e remanejam equipes

    Profissional de saúde prepara dose de vacina contra Covid-19
    Profissional de saúde prepara dose de vacina contra Covid-19 Reuters

    Beatriz Puenteda CNN

    Rio de Janeiro

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    A necessidade de profissionais de saúde para atender pacientes de Covid-19 voltou a ser uma realidade no Brasil com o avanço da variante ômicron. Um levantamento feito pela CNN revelou que pelo menos onze capitais brasileiras e o Distrito Federal precisaram ampliar o quadro de funcionários diante de mais uma onda de contágio do vírus.

    Nos hospitais da rede particular, a situação não é diferente. Segundo a Associação Nacional de Hospitais Particulares (Anahp), as administradoras já começaram a contratar mais enfermeiros e médicos e a pagar horas extras para suprir a demanda de pacientes com Covid-19.

    O Brasil registrou, na terça-feira (25), 487 mortes e 183.722 novos casos de Covid-19, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

    Entre as capitais que precisaram contratar mais profissionais de saúde ou abriram editais para novos funcionários estão: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) Manaus (AM), Campo Grande (MS), Porto Velho (ES), Belo Horizonte (BH), Goiânia (GO), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Recife (PE), Boa Vista (RR) e o Distrito Federal (DF).

     

    A ampliação do quadro de funcionários é impulsionada, além do aumento de casos de Covid-19, pela infecção dos profissionais que estão na linha de frente.

    O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) relatou que, com a chegada da variante ômicron no Brasil, diversas unidades de saúde brasileiras registram aumento dos afastamentos entre seus funcionários.

    A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, por exemplo, informou que, desde o dia 1 de janeiro, mais de 4,8 mil profissionais da rede foram afastados por Covid-19 ou influenza.

    O Rio é uma das cidades que mais contratou profissionais após o pico de contágio da doença. Já foram 3.210 funcionários da saúde apenas em janeiro. Além disso, outros 800 ainda estão em processo de contratação.

    Algumas capitais como Fortaleza e Manaus estão realizando chamamentos públicos para conseguir médicos e enfermeiros. A capital cearense precisa de 348 profissionais de saúde, enquanto a amazonense 493.

    Em Porto Velho, os profissionais para contratos emergenciais ainda estão sendo chamados e integrados às escalas. Salvador também informou que está contratando profissionais em regime emergencial. A capital de Roraima, Boa Vista, abriu processo seletivo para contratação de 85 médicos.

    Outros locais já realizaram contratações em dezembro de 2021. Belo Horizonte contratou 1.360 profissionais. São Paulo e Campo Grande ampliaram seu quadro com mais 280 e 140 funcionários, respectivamente. Já o Recife reforçou as equipes com 126 trabalhadores da saúde. O Distrito Federal nomeou 366 enfermeiros.

    Na rede privada, a Associação Nacional de Hospitais Particulares (Anahp) afirmou à CNN que, além das medidas referentes ao efetivo das unidades de saúde, o movimento de desativação de leitos, que crescia desde outubro do ano passado, não é mais uma realidade.

    O diretor executivo da associação, Antônio Britto, afirmou à CNN que o pico de casos deve se manter por mais quatro semanas. Apesar de não ter dados fechados, ele informou que diversas unidades de saúde estão contratando e remanejando pessoal para atender o aumento de demanda.

    “Projetamos que ainda vamos precisar ter uma atenção por mais umas quatro semanas. O que preocupa é o Carnaval, porque podemos ter novas aglomerações pelo país. Aí não conseguimos projetar”, ressaltou Britto.

    Questionado pela CNN sobre contratações de profissionais em hospitais federais para atender pacientes de Covid-19, o Ministério da Saúde não respondeu.

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